DEUS VISITA APENAS CEMITÉRIOS VAZIOS

Fui ao cemitério no último domingo. Era final de tarde. O crepúsculo se iniciava no céu. E como fazia tempo que não pisava em um cemitério, vivi aquela experiência com o máximo de atenção, com o máximo de esmero, se é que me entendem. Acredito que a última vez que havia pisado em um, foraContinuar lendo “DEUS VISITA APENAS CEMITÉRIOS VAZIOS”

ESTAR DOENTE

Escrevo este texto sentindo-me doente e inútil. Descobri que estou com Dengue. Febre, dor atrás dos olhos e cabeça, sensibilidade no corpo, diarreia e mal-estar. Como fazia tempo que não era acometido por alguma enfermidade, eu estava me sentindo quase imortal nestes últimos anos. Gripe? Nunca peguei, somente uns resfriados que, o pior dos sintomas,Continuar lendo “ESTAR DOENTE”

A VIDA É UM SOPRO

a vida é um sopro quando nos damos conta, passou de repente aqui estou, com quase trinta até os dezoito parecia tudo tão sublime parecíamos todos imortais nada poderia nos parar, nem mesmo o relógio tínhamos todo o tempo do mundo agora é tudo tão volátil, tão fugaz, tão efêmero as relações, as pessoas, osContinuar lendo “A VIDA É UM SOPRO”

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

Natal e ano novo me lembram a infância. Naquela época parecia tudo tão mágico e ao mesmo tempo tudo tão simples. Reuníamos a família no hotel da minha vó. Primos, tios, crianças, adultos e adolescentes. Todos interagindo no mesmo ambiente. Eram piadas, risadas, sorrisos. Talvez eu esteja superestimando esta época, mas é o que estáContinuar lendo “FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO”

POR AMOR ÀS CAUSAS PERDIDAS, OU TALVEZ, NEM TÃO PERDIDAS ASSIM

A vida é a guerra, você é um soldado, e, como quase em toda guerra, esta já está perdida. Este pensamento permeava meu ser quando declarei-me ateu. Algumas coisas mudaram nestes últimos dois anos. Primeiro a minha descrença no ateísmo e a minha crença em Deus. Aconteceram coisas na minha vida que seriam impossíveis deContinuar lendo “POR AMOR ÀS CAUSAS PERDIDAS, OU TALVEZ, NEM TÃO PERDIDAS ASSIM”

NA FALTA DO QUE FAZER, INVENTEI A MINHA LIBERDADE

Subir em um palco e interpretar uma canção. Está aí uma das coisas mais grandiosas que fiz na vida; e não digo “grandiosa” pela dificuldade, digo isso pela carga de sentimentos que passam pelo corpo enquanto se está no palco. É algo tão único e inexplicável que a única forma de explicar-vos é com umaContinuar lendo “NA FALTA DO QUE FAZER, INVENTEI A MINHA LIBERDADE”

A Descoberta da Amizade

Arrisco-me a dizer que poucas coisas são tão importantes quanto as amizades de infância. E por quê? Nossos amigos de infância participam de uma fase de nossa existência onde estamos descobrindo o mundo, descobrindo como funciona esse negócio chamado “vida”. Toda vez que lembrarmos de nossas primeiras experiências sobre a Terra, lá estará pelo menosContinuar lendo “A Descoberta da Amizade”

A SOLIDÃO DEVE SER SUA AMANTE, NÃO SUA NAMORADA

“Reservado”. Está aí um adjetivo que ouvi sobre mim durante muito tempo, seja nos relacionamentos amorosos, no núcleo familiar ou em qualquer outro vínculo social. Mas o que seria um cara “reservado”? Praticamente alguém que namora com a solidão e tem dificuldade de expor seus sentimentos para o outro, peremptoriamente face a face. Por esteContinuar lendo “A SOLIDÃO DEVE SER SUA AMANTE, NÃO SUA NAMORADA”

Eu e o Cauã Reymond: separados por uma tal de “genética”

Dias atrás eu ria sozinho. Lembrei-me de certa vez que fui cortar o cabelo. Na época, havia recém-começado a moda de raspar a cabeça nas laterais e deixar o cabelo maior em cima. Falava-se no estilo “Cauã Reymond”. Aliás, ele era um dos protagonistas de uma novela das nove que eu não lembro o nome,Continuar lendo “Eu e o Cauã Reymond: separados por uma tal de “genética””