TÔ SÓ PELA PRÓXIMA MISSA DE DOMINGO!

Comecei 2021 indo na primeira missa do ano. E fazia tempos que não pisava dentro de uma igreja. Eu usava a desculpa que o meu Deus era pessoal, eu não precisava visitar Sua casa, eu era Sua casa celestial, então bastava eu rezar um Pai Nosso antes de dormir e pronto, dívida paga com oContinuar lendo “TÔ SÓ PELA PRÓXIMA MISSA DE DOMINGO!”

A VIDA É UM SOPRO

a vida é um soproquando nos damos conta, passoude repente aqui estou, com quase trintaaté os dezoito parecia tudo tão sublimeparecíamos todos imortaisnada poderia nos parar, nem mesmo o relógiotínhamos todo o tempo do mundoagora é tudo tão volátil, tão fugaz, tão efêmeroas relações, as pessoas, os objetosé como se a cada ano, a realidadeContinuar lendo “A VIDA É UM SOPRO”

UMA BOA RELAÇÃO AMOROSA É COMO UMA DANÇA

Me perguntaram, tempos atrás, o que eu considerava uma “boa relação amorosa”. Digo-lhe, leitor, que vejo uma boa relação amorosa como uma dança, onde o homem toma coragem e tira a mulher para dançar. E é ele quem deve conduzir a moça pelo salão. A mulher, envolvida nos braços de seu galanteador, deixa-se ser conduzidaContinuar lendo “UMA BOA RELAÇÃO AMOROSA É COMO UMA DANÇA”

CABEÇA PARA DAR E VENDER

A minha cabeça era grande, gigantesca, monumental. Sim, a crônica desta semana é para falar de minha aparência deplorável. Os que me conhecem há tempos se oporão: “Era? Não! Ainda é!” Hoje ela ainda é grande, admito, porém, o contraste com o restante do meu corpo passou a ser menor. Ora, agora eu tenho 108Continuar lendo “CABEÇA PARA DAR E VENDER”

OLHOS FAMINTOS

Ao sentar-me no sofá para assistir a um filme de terror na Netflix, lembrei-me da infância. O leitor já deve ter notado que há semanas venho lembrando da época mais inocente da minha vida. Isso se deve ao fato de obrigar-me a escrever. A escrita me obriga a rebuscar memórias, e como isso é maravilhosoContinuar lendo “OLHOS FAMINTOS”

ANDAR A PÉ CONSTRÓI CARÁTER E LHE ENCHE O ESPÍRITO DE VITALIDADE

Desde que me conheço por gente, ando a pé. Lembro eu, pequenino, a acompanhar minha mãe no itinerário nosso de cada dia: casa, hotel da minha vó, centro, mercado, casa. Eu, vez ou outra, fazia birra. Não queria caminhar. Minha mãe encarava-me com uma face de poucos amigos. Às vezes, apenas com aquele olhar tirânico,Continuar lendo “ANDAR A PÉ CONSTRÓI CARÁTER E LHE ENCHE O ESPÍRITO DE VITALIDADE”

UM PAI, POR OBRIGAÇÃO, DEVE TER UM ANTEBRAÇO LARGO E FORTE

Neste final de semana peguei a estrada, minto: pegamos a estrada. Eu, minha mulher e o Adão, nosso gato preto da sorte. Deixe-me fazer um breve comentário antes de continuar a crônica. Nada como ter um gato. O Adão, apesar de pequenino e de ser apenas um bicho “irracional” — coloco entre aspas, pois, àsContinuar lendo “UM PAI, POR OBRIGAÇÃO, DEVE TER UM ANTEBRAÇO LARGO E FORTE”

QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ NO LUGAR CERTO

Vez ou outra pergunto-me se meu coração está no lugar certo. Já fui tanta gente, já fui o bonzinho e melífluo da turma, já escrevi de maneira odiosa e colérica, já agi como se soubesse de tudo, já deixei de agir pois pensava que não sabia nada. Já fui o cara romântico ridículo, que éContinuar lendo “QUANDO O CORAÇÃO ESTÁ NO LUGAR CERTO”

O DIA EM QUE O ESCRETE FOI MASSACRADO

Não espere nada de mim. Olhe para este homem que lhe escreve e não espere absolutamente nada. Faça pior: diga-me que sou incapaz de suprir suas expectativas. Aqui começa uma de minhas maiores alegrias da pré-adolescência: o sentimento primoroso de surpreender aqueles que não apostavam sequer um mísero centavo no meu potencial, ou melhor, noContinuar lendo “O DIA EM QUE O ESCRETE FOI MASSACRADO”

A FACULDADE DA VIDA REAL NÃO É COMO EM “AMERICAN PIE”

Eu ainda era um jovem rapaz. Acabara de iniciar na faculdade de Administração. Sentia-me perdido. Obviamente, o curso escolhido fora resultado de minha indecisão. Aquele ditado clássico para quem faz o curso de administração caiu como uma luva para mim: “Administração é curso de quem não sabe o que fazer.” Mas pergunto-lhe, leitor, quem realmenteContinuar lendo “A FACULDADE DA VIDA REAL NÃO É COMO EM “AMERICAN PIE””