Você já abraçou seus pais hoje?

Lembro-me quando eu, ainda criança, pequenino e cabeçudo, olhava para meus pais com olhos rútilos de admiração. Eram dois gigantes, não só pelo tamanho em relação a mim, mas pelo amor incondicional que sempre recebi de ambos. Ao ficar doente, dor de barriga, dor de ouvido ou algum resfriado qualquer, lá estava minha mãe, comContinuar lendo “Você já abraçou seus pais hoje?”

Significado é força

A maioria das relações no mundo líquido não são feitas para durar. Ok! Já estamos fartos de saber disso. Mas há um componente fundamental que faz toda a diferença: significado. Quando as coisas passam a perder o seu verdadeiro significado, quando tudo passa a ser relativo, o indivíduo se desorienta diante da realidade. Lembro-me deContinuar lendo “Significado é força”

Rua General Osório, 460

E cá estou mais uma vez no meu refúgio infantil, na minha base de vida, no meu início de gente; na casa simples que morei nos meus primeiros dezoito anos, na rua General Osório, 460. Enquanto escrevo, minha mãe faz o almoço no fogão a lenha. O calor do fogão aquece todo o ambiente. Ah,Continuar lendo “Rua General Osório, 460”

Eis aí outra de minhas obsessões sexuais: o contraste

Nunca gostei de motéis. Sempre preferi um galpão abandonado do que motéis. Escrevi uma crônica há uns dois anos sobre isso. Lembro-me até hoje do meu argumento infalível e irrefutável: no motel, tudo é sexualizado. A cama, o teto, as paredes, o banheiro, tudo. O sexo, o desejo entre o casal, é apenas mais umaContinuar lendo “Eis aí outra de minhas obsessões sexuais: o contraste”

“Valeu a Pena.”

Há uma pergunta que me persegue: “Quando será o casamento?” De todos à minha volta: pais, colegas de trabalho, sogros, amigos. Minha mulher, felicíssima, até já comprou o vestido para a cerimônia. Ela sempre quis entrar na igreja de noiva. Faltava-lhe o homem que a esperasse no altar. Agora não falta mais! Eu, um homemContinuar lendo ““Valeu a Pena.””

Isso aqui é de verdade, caralho!

O mundo tá chato pra cacete. Pessoas sendo canceladas, lacração e cagação de regras para tudo que é lado; um bando de gente com medo de serem ridículas, de não agradarem; e um outro bando tentando de uma forma desesperada se adequar à pauta do momento. O problema é que ao fazer tudo isso, oContinuar lendo “Isso aqui é de verdade, caralho!”

“O que os outros vão pensar de mim?”

Estes dias, enquanto lia algumas confissões de Nelson Rodrigues, eis que me deparo com uma daquelas frases espectrais, a qual temos a certeza que levaremos até o caixão. “O medo do ridículo é responsável pelas piores doenças psicológicas.” Perceba você, leitor, que Nelson explica com pouquíssimas palavras o que psicólogos, professores e intelectuais, muitas vezes,Continuar lendo ““O que os outros vão pensar de mim?””

Romantismo, amor e o Dia dos Namorados

Sou um romântico ridículo, e repito: o ridículo é uma de minhas dimensões mais válidas. Acredito no amor eterno. Acredito no amor que vai além da vida e além da morte. Deus me livre ser um niilista do afeto, daqueles que desacreditam tanto no amor que passam a ver atos românticos como frescuras e hipocrisias.Continuar lendo “Romantismo, amor e o Dia dos Namorados”

Feliz aniversário

Hoje falarei sobre intimidade. E por quê? Porque a pessoa que me premiou com o seu relicário — sua intimidade é o seu relicário, coloquem isso na cabeça — está de aniversário. Por isso que enfatizo de uma forma até meio obsessiva por aqui: não entreguem sua intimidade assim, de bandeja, para qualquer transeunte, aindaContinuar lendo “Feliz aniversário”