A VIDA É UM SOPRO

a vida é um sopro quando nos damos conta, passou de repente aqui estou, com quase trinta até os dezoito parecia tudo tão sublime parecíamos todos imortais nada poderia nos parar, nem mesmo o relógio tínhamos todo o tempo do mundo agora é tudo tão volátil, tão fugaz, tão efêmero as relações, as pessoas, osContinuar lendo “A VIDA É UM SOPRO”

NÃO SOMOS NADA

estamos desesperados por sentido por isso tiramos sentido até das pedras criamos religiões, shoppings, remédios escrevemos romances, buscamos sexo ficamos enfurnados dentro de um escritório trabalhando a vida inteira criamos times de futebol para torcer criamos políticas para debater criamos drogas para enlouquecer criamos metas para bater tudo para fugir da tristeza que é aContinuar lendo “NÃO SOMOS NADA”

ALMA INDECIFRÁVEL

e mais uma vez sento em um canto vazio da minha alma tento entendê-la, mas ela faz questão de ser complexa como eu queria que ela fosse um transeunte qualquer, fosse algo palpável eu chegaria e diria: “olá, será que podemos conversar?” “então, por que você não faz o que mando?” acho que ela meContinuar lendo “ALMA INDECIFRÁVEL”

SEGUNDA-FEIRA CHUVOSA

O céu amanheceu fechado, nublado, chuvoso. Sempre tive apreço por dias escuros e frios. Parece dar um certo limite para a arrogância humana. Não somos invencíveis só porque fomos ao espaço. Talvez sejamos tão frágeis quanto uma joaninha. Um vírus nos mata. Sabe quando estamos prestes a vivenciar uma tormenta da natureza? São nestes momentosContinuar lendo “SEGUNDA-FEIRA CHUVOSA”

COMO UM DEUS

Escrevo porque gosto Escrevo porque me apetece Escrevo para desabafar comigo mesmo Escrevo para expor um homem de atentos e lamentos Quando escrevo, debato com minha mente Surgem tantas ideias e diálogos horrendos E outros até banais Mas nunca são iguais Crio, invento, apago, renomeio Nomeio, morro, vivo, revivo Destruo, reconstruo, sorrio, me irrito Transo,Continuar lendo “COMO UM DEUS”

A FOME E A FALTA DE APETITE

Necessito de amor Um amor perene Não ilusório Nem efêmero Não finja me amar Não há como fingir amor Não se obrigue a me amar Não atente à dor Sofro por dentro Por um amor que não responde Me acabo, me divido, me pergunto Sou tão diferente dos outros homens? Tenho fome deste amor QueroContinuar lendo “A FOME E A FALTA DE APETITE”