SÓ O AMOR IMPORTA

Esta foi a última vez que vi minha vó, em fevereiro de 2020. Lembro-me de minha mulher falar assim: “— Vai tu e teu pai ali com a sua vó para eu tirar uma foto de vocês. A gente nunca sabe o dia de amanhã. Então vamos registrar esse momento.” Ela se foi no dia de ontem, 07/05/2021. Conversando com o meu pai, ele me disse: “— Eu tô bem, filho. Tudo que eu tinha de fazer pela minha mãe em vida, eu fiz. Ela sempre pôde contar comigo. Ela sabia o quanto eu a amava.”

Isso me encheu o peito de esperança. A minha vozinha dizia que meu pai era o seu anjo da guarda. E ele era mesmo. No fim, é isso o que importa na vida e na morte: o amor. É demonstrar o amor, falar o quanto ama, estar ali e amar na prática. A vida passa rápido, mas há tempo o suficiente para o amor. Só o amor importa. Por isso que toda vez que falo com as pessoas das quais eu amo, eu digo de boca cheia: “— Eu te amo!”

Toda vez que falava com minha vó, ela sempre dizia que rezava por mim. E ela rezava mesmo. Nessas últimas semanas foi a minha vez de rezar por ela. Eu pedi a Deus que fizesse o melhor pra ela, e Ele fez. Ela descansou e cumpriu sua missão em vida. Cuidou do marido, dos filhos, dos netos. Orou por todos com sua fé inabalável. Ela merece o céu. Ela merece descansar na eternidade.

Te amo, vó. Fique com Deus.

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicanalista. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

8 comentários em “SÓ O AMOR IMPORTA

  1. Essa compreensão é maravilhosa. Penso assim quando a saudade do meu pai, que desencarnou em 2016, aperta: “fiz tudo que podia fazer por ele em vida. Ele sabia o quando eu o amava.”. Na minha crença, esse amor cria laços duradouros além do físico. E continuar fazendo por onde honrar a memória dos nossos entes queridos que partiram é tudo que podemos fazer. Tenho certeza que ela (assim como meu pai por mim) está a zelar e orar por todos vocês que a amaram. Grande abraço e muito obrigado pelo texto.

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