QUE TAL PENSARMOS EM UMA NOVA FORMA DE FAZERMOS GUERRAS MUNDIAIS?

Hoje quero lhes apresentar a ideia de como é covarde iniciar uma guerra entre nações. Calma! Alguns homens podem vociferar que uma guerra é onde mostra-se a virilidade de um macho, de um homem com saco roxo — como dizia um amigo de meu pai —. Pode até ser, mas isso, para quem realmente está no campo de batalha. Me refiro aqui aos burocratas de terno e gravata que ficam sentados em suas poltronas dando ordens e assistindo seu rebanho morrer por ele. É como aquele seu “amigo” bêbado que arruma briga em uma festa, e, na hora da pancadaria, ele some e te deixa para apanhar. Mas um político é ainda pior, porque pelo menos com o amigo, podemos desfazer a amizade, já com um político, somos obrigados a aturá-lo e a obedecê-lo.

Vejam só como este panorama é de uma pusilanimidade abjeta: um político, presidente de uma nação, que discorda veementemente do presidente de outra nação, resolve iniciar uma guerra por não sei qual motivo, normalmente se trata de poder. Então ele manda seu povo — gente que paga imposto para esse pulha — para lutar por ele. Não! Como deixamos isto acontecer? O mais cômico é ver uns gordos de direita, que se dizem “patriotas”, enchendo-se de orgulho e de falsa coragem ao ver as notícias sobre a Terceira Guerra Mundial. Sério? Os caras não conseguem correr uma quadra sem arfar, não sabem atirar nem com estilingue, e se prontificam a lutar em uma guerra? Quê? Sério isso?

O que de fato deveria acontecer com os presidentes que gostam de fazer guerras? Irem para um ringue e se matarem na porrada. Imaginem a luta da noite: Trump vs Putin. Bateria recordes de audiência. Eu apostaria no Putin. Tenho a impressão que aquele russo é bom no soco. Trump, como quase toda população americana, parece sofrer de obesidade. Mas vamos mais longe: imaginem um campeonato mundial, com todos os presidentes que almejam fazer guerras com outras nações. Trump, Putin, Maduro, Kim Jong-um, Bolsonaro, aquele povo desvairado lá do oriente médio e sei lá mais quem. Seria algo que encheria nossos olhos de alegria.

Imaginem aquele ditador norte coreano, o Kim Jong-um (gordinho e baixinho), que gosta de ficar ameaçando a galera por aí com suas armas nucleares, em um ringue, de regata e calção, se borrando de medo ao ter que lutar com outro presidente até a morte… isto seria impagável. O estádio estaria abarrotado de gente, de todas as nações, unidos, cantando em tom uníssono: “Kim, ditador, covarde e opressor.” O canto continuaria assim: “Agora nós vemos quem você é, não passa de um nanico, um gordinho da ralé.”

Minutos antes de entrar no ringue, o presidente, na alcova, ouviria aquele som da multidão batendo os pés contra o chão e berrando a plenos pulmões, o aguardando para a luta; o medo lhe acometeria, a adrenalina subiria, e, pela primeira vez na sua vida miserável, ele sentiria o que a maioria dos soldados sentem ao ter a missão de matar outros soldados porque um homem de terno e gravata mandou. Ele, pela primeira vez, pensaria duas vezes antes de iniciar uma guerra por poder. Então, no ápice de seu desespero, ele chamaria o juiz e passaria a chorar demasiadamente, até soluçar. Sua fala balbuciada imploraria para não ter que entrar no ringue. Mas o juiz, com uma face de poucos amigos, apenas diria: — Sinto muito, mas este é o sistema.

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