E ENTÃO, QUANDO DEIXAREMOS DE SER COVARDES?

Um dos maiores pecados que já cometi na vida, foi chegar em casa e descontar as minhas frustrações em quem me ama. Isto é de uma pusilanimidade tamanha que tenho vontade de bater-me com as próprias mãos só de lembra-me. Passava o dia inteiro segurando-me para não explodir no trabalho, nas relações sociais fora de casa, e então, ao estar de frente com a pessoa que daria a vida por mim, explodia como uma bomba atômica.

Palavras que poderiam ferir um psicopata saem de sua boca em direção ao seu bem mais precioso, ao amor da sua vida, aos seus filhos, aos seus pais. Você profana o sagrado como uma forma desvairada de sentir-se melhor, de sentir-se no poder novamente, já que longe dos seus você é um nada, é um pulha, é um pau-mandado que engole desaforo e injustiças grande parte do tempo.

Este é o problema de grande parte da humanidade: nos rebaixamos a quem não devemos nos rebaixar; nos impomos de maneira vil a quem merece todo nosso amor, toda nossa compaixão. Lembrar-me de meus pais numa animosidade de palavras por causa de terceiros, marcou-me a infância, pois diversas vezes nosso ambiente familiar fora devastado por esta covardia. Eram os terceiros que deveriam sentir aquela energia ruim, não a nossa família.

Quer dizer, um estranho, alguém que não lhe conhece nem as obviedades, imagine então suas profundezas, pode lhe causar injustiças, pode mandá-lo como bem entender que o máximo que sairá de sua boca covarde é um belo e sonoro: “Sim, senhor.” Então, ao chegar em casa você desconta toda sua frustração em alguém que lhe conhece até as entranhas. Você sente-se frustrado por aceitar aquela vida, por todo santo dia, ao acordar, precisar colocar milhares de máscaras para conseguir sobreviver em um mundo que mente sobre si mesmo, e mente sobre si mesmo pois você é a pior mentira que há nele.

E então, quando deixaremos de ser covardes?

Publicado por Guilherme Angra

Me chamo Guilherme Angra, sou um escritor com dois livros publicados e diversos textos postados na internet. (Crônicas, artigos, contos, poemas). Me formei em Administração, pós-graduei-me em Gerenciamento de Projetos e atualmente estudo Psicanálise. Além disso, crio conteúdo nas plataformas do YouTube, Facebook e Instagram. Meu conteúdo baseia-se em reflexões filosóficas sobre as várias nuances da vida: relacionamento, felicidade, tristezas, angústias, trabalho, finanças, intelecto e etc. Espero poder ajudá-lo de alguma forma.

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