NOTA LITERÁRIA #14 – MEMÓRIAS, SONHOS, REFLEXÕES (CARL G. JUNG)

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Lembro de ler a frase “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” No mesmo instante pensei: preciso ler alguma coisa deste autor! E como se trata de um dos maiores nomes da psicologia/psiquiatria, demorei para escolher um livro, justamente porque grande parte de suas obras são técnicas e científicas, e eu precisava de algo para conhecê-lo no seu íntimo. Descobri seu último livro através de uma amiga: Memórias, Sonhos, Reflexões, onde Jung conta passo a passo toda sua jornada, tanto a vida acadêmica, quanto a vida pessoal.

Este homem é de uma profundidade que por muitas vezes é difícil de entender, ainda mais por explorar seu próprio subconsciente e tentar explicá-lo através de seus sonhos. Mas vale a pena, pois Jung conta com pormenores sua infância, sua escolha pela psiquiatria, suas desavenças com Freud, suas crenças, suas viagens, entre outros.

Para dar-lhes uma ideia melhor, seguem abaixo as notas que marquei do livro:

“Nós não somos os criadores de nossas ideias, mas apenas seus porta-vozes; são elas que nos dão forma… e cada um de nós carrega a tocha que no fim do caminho outro levará.”

Preservei este material durante toda a minha vida sem jamais querer revelá-lo ao público; sinto-me ainda mais vulnerável em relação a ele do que aos outros livros. Não sei se estarei suficientemente longe deste mundo para que as flechas não me atinjam e se poderei suportar as reações negativas a sua eventual publicação. Já sofri demasiadamente a incompreensão e o isolamento a que se é relegado quando se tenta dizer aquilo que os homens não compreendem.

O que sou e o que escrevo são uma só coisa.

Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Tudo o que nele repousa aspira a tornar-se acontecimento, e a personalidade, por seu lado, quer evoluir a partir de suas condições inconscientes e experimentar-se como totalidade.

Cada vida é um desencadeamento psíquico que não se pode dominar a não ser parcialmente.

A vida do homem é uma tentativa aleatória. Ela só é um fenômeno monstruoso. Por causa de seus números e de sua exuberância. É tão fugitiva, tão imperfeita, que a existência de seres e seu desenvolvimento parece um prodígio.

“E seu filho, como vai?” Meu pai respondeu: “Ah, é uma história penosa! Os médicos ignoram o que ele tem. Falaram em epilepsia: seria terrível se fosse incurável! Perdi o pouco que tinha e o que será dele se for incapaz de ganhar a vida?” Foi como se um raio me ferisse. Sofrera o duro embate com a realidade. “Ah, então é preciso trabalhar!”, pensei. E a partir desse momento tornei-me uma criança sensata.

O que me extraviara fora a paixão de estar só, o fascínio da solidão. A natureza parecia-me cheia de maravilhas, nas quais eu queria mergulhar. Cada pedra, cada planta, tudo se me afigurava animado e indescritível. Foi nessa época que eu mergulhei na natureza, insinuando-me em sua essência, longe do mundo humano.

(…) enquanto eu percorria o longo trajeto entre Klein-Hüningen, lugar onde morávamos, e a escola em Basileia. Tive a sensação arrebatadora de emergir de uma névoa espessa, tomando consciência de que agora eu era eu. Era como se atrás de mim houvesse um muro de névoa além do qual eu ainda não existia. Neste instante preciso eu me tornei eu por mim mesmo. Antes eu estivera lá mas tudo se produzia passivamente; dali em diante, eu o sabia: agora eu sou eu. Agora eu existo. Tal acontecimento pareceu-me extraordinariamente significativo e inusitado. Havia “autoridade” em mim.

Quanto mais se agravava meu sentimento de inferioridade, mais inconcebível me parecia a graça de Deus. Nunca me senti seguro de mim mesmo. Certo dia minha mãe me disse: “Você sempre foi um bom menino.” Não compreendi. — Eu, um bom menino? Era uma novidade. Sempre me considerara um ser corrompido e inferior.

Ao pensar que era a pedra, os conflitos cessavam. “A pedra não sente incerteza alguma, não tem necessidade de exprimir-se, é eterna, vive milênios”, pensava. “Quanto a mim, pelo contrário, sou fenômeno passageiro consumido por todas as emoções, tal como uma chama que se eleva, rápida, e depois se extingue.”

O jogo alternado das personalidades nº 1 e nº 2, que persistiu no decorrer da minha vida, não tem nada em comum com a “dissociação”, no sentido médico habitual. Pelo contrário, tal dinâmica se desenrola em todo indivíduo. Em primeiro lugar, são as religiões que sempre se dirigiram ao nº 2 do homem, ao “homem interior”. Em minha vida, o nº 2 desempenhou o papel principal e sempre experimentei dar livre curso àquilo que irrompia em mim, a partir do íntimo. O nº 2 é uma figura típica que só é sentida por poucas pessoas. A compreensão consciente da maioria não é suficiente para perceber sua existência.

Antes, fora tímido, ansioso, desconfiado, pálido, magro e de uma saúde aparentemente instável; tornei-me então mais seguro, sentindo um grande apetite sob todos os pontos de vista. Sabia o que queria e me esforçava por alcançá-lo. Mais acessível e comunicativo, descobri que a pobreza não é uma desvantagem e está longe de ser o motivo principal do sofrimento. Os filhos de pessoas abastadas não me pareciam favorecidos em relação aos jovens pobres e malvestidos. Felicidade e infelicidade dependiam de coisas bem mais profundas do que do dinheiro que se tem no bolso. O número de meus amigos aumentou e eram melhores do que antes. Sentia sob os pés um chão mais sólido e não me faltava a coragem de falar abertamente sobre minhas ideias.

Quanto mais me afastava da Igreja, mais me sentia aliviado; sentia falta da música de órgão e do coral, mas não da “comunidade da paróquia”. Ela nada significava para mim, pois aqueles que iam habitualmente ao templo pareciam ter menos “comunidade” entre si do que os “seculares”. Estes, ainda que menos virtuosos, eram mais amáveis e seus sentimentos mais naturais, afáveis, calorosos, alegres e cordiais.

Podemos pensar durante toda a vida que seguimos nossas próprias ideias, sem descobrir que fomos os comparsas essenciais no palco do teatro universal. Pois há fatos que ignoramos e que entretanto influenciam poderosamente nossa vida por serem inconscientes.

De 1892 a 1894 tive uma série de violentas discussões com meu pai. Ele tinha estudado línguas orientais em Gottingen, sob a direção de Ewald e fizera sua tese sobre uma versão árabe do Cântico dos Cânticos. Seu período heroico terminou com o exame final na universidade. Depois esqueceu seus dons filológicos; pastor em Laufen, perto das quedas do Reno, entregou-se a um entusiasmo sentimental, às lembranças de seus tempos de estudante, continuando a fumar seu longo cachimbo dessa época. A vida conjugal o decepcionara. Praticava o bem — em demasia. Consequentemente, estava quase sempre de mau humor e sofria de irritação crônica. Meus pais se esforçavam por levar uma vida piedosa e o resultado era a repetição frequente de cenas desagradáveis. Como é fácil compreender, sua fé entrou em crise, por causa dessas dificuldades.

Eu estava suficientemente informado sobre a teoria do conhecimento para saber que é impossível provar a existência de Deus; mas esta se me afigurava tão evidente, que não havia necessidade de provas, da mesma forma que não é necessário provar a beleza de um alvorecer ou as angústias do mundo noturno.

Não lamento o tempo de pobreza, pois me ensinou a apreciar as coisas simples.

Durante meus primeiros anos de estudo universitário, descobri que as ciências naturais veiculavam uma infinidade de conhecimentos, mas sem grande profundidade e apenas em campos especializados. As leituras filosóficas me ensinaram que no fundo de tudo havia a realidade da psique. Sem a alma, não havia saber nem conhecimento profundo.

É claro que não estava convicto da veracidade de tais fatos, mas afinal de contas por que não deveria haver fantasmas? De um modo geral, como poderíamos saber que algo é impossível? E o que significava aquela ansiedade? Quanto a mim, achava “essas possibilidades” extremamente interessantes e atraentes. Elas embelezavam minha existência: o mundo ganhava em profundidade.

Achei essa reflexão consoladora; em todo o caso ela aumentou minha autoestima, fazendo-me compreender que o mundo citadino, apesar da plenitude de seu douto saber, era espiritualmente limitado.

Em muitos casos psiquiátricos, o doente tem uma história que não é contada e que, em geral, ninguém conhece. Para mim, a verdadeira terapia só começa depois de examinada a história pessoal. Esta representa o segredo do paciente, segredo que o desesperou. Ao mesmo tempo, encerra a chave do tratamento. É, pois, indispensável que o médico saiba descobri-la. Ele deve propor perguntas que digam respeito ao homem em sua totalidade e não limitar-se apenas aos sintomas. Na maioria dos casos, não é suficiente explorar o material consciente. Conforme o caso, a experiência de associações pode abrir o caminho à interpretação dos sonhos, ou então ao longo e paciente contato com o doente.

Durante anos senti culpa em relação a esse doente, por que assinara, a despeito dele, esse atestado. Mas sabia perfeitamente que só um ato de violência poderia tê-lo salvo. Dessa forma, sua neurose desapareceu.

Aquele que comete um crime destrói a própria alma; quem assassina já está se justiçando. Alguém, por cometer um crime, é preso, é atingido pela punição jurídica; mas se o comete em segredo, sem a consciência moral disso, e se o crime permanece ignorado, pode ser atingido pelo castigo, como prova o caso em questão. Tudo acaba por vir à luz. Às vezes parece que até mesmo os animais e as plantas o advertem.

O ponto decisivo é a questão da “história” do doente, pois revela o fundo humano, o sofrimento humano e somente aí pode intervir a terapia do médico.

Uma noite, já tarde, atravessava a seção, quando vi a velha dos movimentos enigmáticos; tornei a perguntar-me o que significavam. Procurei a antiga enfermeira-chefe e indaguei se a doente sempre se comportara daquela maneira. “Sim”, respondeu, “mas a enfermeira que me precedeu contou que outrora essa mulher fazia sapatos”. Consultei de novo a velha história da doente: nela, era dito que seus movimentos imitavam o conserto de sapatos. Outrora, os sapateiros remendões mantinham os sapatos entre os joelhos e puxavam os fios através do couro, fazendo gestos semelhantes. (Pode-se ver isso, ainda hoje, entre os sapateiros de aldeias.) Quando a doente morreu, um pouco mais tarde, seu irmão mais velho veio para o enterro. “Por que sua irmã ficou doente?”, perguntei-lhe. Ele contou-me que ela amara um sapateiro e, por qualquer motivo, este não quisera desposá-la. Fora então que ela “enlouquecera” — os movimentos de sapateiro indicavam sua identificação com o ser amado, e isso durou até sua morte.

Ao debruçar-me sobre os doentes e seu destino, compreendera que as ideias de perseguição e as alucinações se formam em torno de um núcleo significativo. No fundo, há os dramas de uma vida, de uma esperança, de um desejo. Se não lhes compreendermos o sentido, é uma falha nossa. Nessas circunstâncias, compreendi pela primeira vez que na psicose jaz e se oculta uma psicologia geral da personalidade e nela se encontram todos os eternos incuráveis, obtusos, apáticos, se agita mais vida e sentido do que pensamos. No fundo, não descobrimos no doente mental nada de novo ou de desconhecido; encontramos nele as bases de nossa própria natureza.

Muitas vezes me perguntaram qual era meu método psicoterapêutico ou analítico; não posso oferecer uma resposta unívoca. Cada caso exige uma terapia diferente. Quando um médico me diz que “obedece” estritamente a este ou àquele “método”, duvido de seus resultados terapêuticos.

O fato decisivo é que enquanto ser humano, encontro-me diante de um outro ser humano. A análise é um diálogo que tem necessidade de dois interlocutores. O analista e o doente se encontram, face a face, olhos nos olhos. O médico tem alguma coisa a dizer, mas o doente também.

Uma simples formação médica não é suficiente, porquanto o horizonte da alma humana vai muito além do gabinete de consulta.

o perigo que nos ameaça a todos não vem da natureza, mas dos homens, da alma do indivíduo e de todos. O perigo reside na alteração psíquica do homem. Tudo depende do bom ou do mau funcionamento da nossa psique. Se hoje em dia certas pessoas perderem a cabeça, poderão explodir uma bomba de hidrogênio.

Mas o psicoterapeuta não deve contentar-se em compreender o doente; é importante que ele também se compreenda a si mesmo.

A terapia do doente começa, por assim dizer, na pessoa do médico. Apenas conhecendo-se a si mesmo e a seus problemas, ele poderá cuidar do doente.

Às vezes, as mulheres que não amam verdadeiramente os maridos sentem ciúmes e destroem as amizades deles. Querem os maridos sem admitir partilha, justamente porque não lhes pertencem. O núcleo de todo ciúme é a falta de amor.

O encontro de seres humanos, de gêneros e níveis psicológicos os mais diversos, foi para mim de uma importância extrema e incomparável; seu valor foi maior do que o das conversas eloquentes com personalidades célebres. Os diálogos mais belos e cheios de consequências que tive na vida foram anônimos.

Pois bem: haverá maior amargura do que a de um homem que é seu mais encarniçado inimigo?

O pêndulo do espírito oscila entre sentido e não sentido e não entre verdadeiro e falso.

Naturalmente, as pessoas que nada sabem da natureza são neuróticas, pois não estão adaptadas à realidade. São ainda demasiado ingênuas, como crianças, e têm necessidade de que se lhes ensine que são humanas como todas as outras.

Minha experiência ensinou-me o quanto é salutar, do ponto de vista terapêutico, tornar conscientes as imagens que residem por detrás das emoções.

Redigindo as anotações a respeito de minhas fantasias, certo dia perguntei a mim mesmo: “Mas afinal o que estou fazendo? Certamente tudo isso nada tem a ver com ciência. Então do que se trata?” Uma voz disse em mim: “O que fazes é arte.”

A ambiguidade da anima, mensageira do inconsciente, pode aniquilar um homem de uma vez por todas. Mas o decisivo, em última instância, é sempre o consciente, pois é ele que deve compreender as manifestações do inconsciente e tomar posição frente a elas.

Nietzsche perdeu o solo debaixo dos pés porque nada mais possuía senão o mundo interior de seus pensamentos

minha família e minha profissão sempre foram uma realidade dispensadora de felicidade e a garantia de que eu existia de uma forma normal e verdadeira.

Foram necessários 45 anos para elaborar e inscrever no quadro de minha obra científica os elementos que vivi e anotei nessa época da minha vida. Quando jovem pretendia contribuir com algo de válido no domínio da ciência à qual me devotava. Mas encontrei essa corrente de lava e a paixão nascida de seu fogo transformou e coordenou minha vida. Tal corrente de lava foi a matéria-prima que se impôs e minha obra é um esforço, mais ou menos bem-sucedido, de incluir essa matéria ardente na concepção do mundo de meu tempo. As primeiras fantasias e os primeiros sonhos foram como que um fluxo de lava líquida e incandescente; sua cristalização engendrou a pedra em que pude trabalhar.

Os anos durante os quais me detive nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida e neles todas as coisas essenciais se decidiram. Foi então que tudo teve início e os detalhes posteriores foram apenas complementos e elucidações. Toda minha atividade ulterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos e que inicialmente me inundara: era a matéria-prima para a obra de uma vida inteira.

Meu livro sobre os tipos psicológicos conclui que todo julgamento de um homem é limitado pelo seu tipo de personalidade e que toda maneira de ver é relativa.

Uma aceitação cega jamais conduz à solução; no melhor dos casos determina uma parada, uma estagnação e passa a carga à geração seguinte.

Minhas obras podem ser consideradas como estações de minha vida; constituem a expressão mesma do meu desenvolvimento interior, pois consagrar-se aos conteúdos do inconsciente forma o homem e determina sua evolução, sua metamorfose. Minha vida é minha ação, meu trabalho consagrado ao espírito é minha vida; seria impossível separar um do outro.

Mas é precisamente a perda de relação com o passado, a perda das raízes, que cria um tal “mal-estar na civilização”, a pressa que nos faz viver mais no futuro, com suas promessas quiméricas de idade de ouro, do que no presente, que o futuro da evolução histórica ainda não atingiu. Precipitamo-nos desenfreadamente para o novo, impelidos por um sentimento crescente de mal-estar, de descontentamento, de agitação. Não vivemos mais do que possuímos, porém de promessas; não vemos mais a luz do dia presente, porém perscrutamos a sombra do futuro, esperando a verdadeira alvorada.

A esperança de uma liberdade maior é anulada pela escravidão do Estado, sem falar dos terríveis perigos aos quais nos expõem as brilhantes descobertas da ciência.

Tudo que me irrita nos outros pode ajudar-me no conhecimento de mim mesmo.

Para eles as concepções religiosas não são teorias (que curiosas teorias arrancariam lágrimas de um homem!), mas fatos tão importantes e significativos como as realidades exteriores correspondentes.

(…) é o homem que dá ao mundo, pela primeira vez, a capacidade de ser objetivo — sem poder ser ouvido, devorando silenciosamente, gerando, morrendo, abanando a cabeça através de centenas de milhões de anos, o mundo se desenrolaria na noite mais profunda do não ser, para atingir um fim indeterminado. A consciência humana foi a primeira criadora da existência objetiva e do significado: foi assim que o homem encontrou seu lugar indispensável no grande processo do ser.

Nessa época, compreendi que, desde a origem, uma nostalgia de luz e um desejo inesgotável de sair das trevas primitivas habitam a alma.

O estranho comportamento de meus sonhos corresponde, por outro lado, a um fenômeno já observado no curso da Primeira Guerra Mundial. Os soldados em luta sonhavam muito menos com a guerra do que com suas casas. Os psiquiatras militares admitiram, por princípio, retirar um homem do front se começasse a sonhar com muitas cenas de guerra; o que significaria não ter ele qualquer defesa psíquica contra as impressões vindas do exterior.

A natureza, a alma e a vida me aparecem como uma expansão do divino. O que mais poderia desejar?

O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, correremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada.

Depois dessa doença começou um período de grande produtividade. Muitas de minhas obras principais surgiram então. O conhecimento ou a intuição do fim de todas as coisas deram-me a coragem de procurar novas formas de expressão.

Quanto maior for o predomínio da razão crítica, tanto mais nossa vida se empobrecerá; e quanto mais formos aptos a tornar consciente o que é mito, tanto maior será a quantidade de vida que integraremos. A superestima da razão tem algo em comum com o poder de estado absoluto: sob seu domínio o indivíduo perece.

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicanalista. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

Um comentário em “NOTA LITERÁRIA #14 – MEMÓRIAS, SONHOS, REFLEXÕES (CARL G. JUNG)

  1. Um livro que me trouxe bastante curiosidade. Aborda temas dos quais tenho profundo interesse.
    Obrigado por divulgar, estará, com certeza num dos livros para aquisição.

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