NOTA LITERÁRIA #13 – 12 REGRAS PARA A VIDA (JORDAN B. PETERSON)

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Este foi um dos melhores livros que já li. Apesar de se tratar de um título “autoajuda barata”, Jordan Peterson tem conteúdo, e muito. Suas análises precisas acerca da vida trazendo a ciência e a religião e as colocando em sintonia me surpreendeu. Marquei tantas notas que seria possível escrever outro livro. Seguem abaixo todas as notas. Lembrando que as dividi por Regra:

REGRA 1 – COSTAS ERETAS, OMBROS PARA TRÁS

(…) sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões — e não há nada de libertador nisso.

Honoré de Balzac, o romancista, uma vez descreveu os bailes e festas na França, onde nasceu, observando que o que aparentava ser uma festa eram, na realidade, duas. Nas primeiras horas, a festa se enchia com pessoas chatas cheias de poses e trejeitos, com frequentadores que iam encontrar, talvez, uma pessoa especial que endossaria sua beleza e status. Depois, bem tarde, após a maioria dos convidados ter ido embora, a segunda festa, a verdadeira, começaria. Ali, a conversa era compartilhada por todos os presentes e as risadas sinceras substituíam a atmosfera empolada.

Ideologias são ideias simples, disfarçadas de ciência ou filosofia, que pretendem explicar a complexidade do mundo e oferecer soluções para aperfeiçoá-lo. Os ideólogos são pessoas que fingem saber como “fazer um mundo melhor” antes de organizarem o próprio caos interior.

Cultivar o julgamento da diferença entre virtude e vício é o princípio da sabedoria, algo que nunca pode estar desatualizado.

(…) o fato de que dizer às pessoas que você é virtuoso não é uma virtude, é autopromoção. Sinalizar a virtude não é virtude. Sinalizar a virtude é, muito possivelmente, nosso vício mais comum.)

Uma verdade incontestável da biologia é que a evolução é conservadora. Quando algo evolui, deve ser construído a partir do que a natureza já produziu. Novas características podem ser acrescentadas e características antigas, sofrer alguma alteração, mas a maioria das coisas permanece igual.

“O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, ao final, não é verdade.”

Desse modo, a teoria da seleção natural não propõe criaturas se combinando com uma precisão cada vez maior a um modelo especificado pelo mundo. É mais como se as criaturas estivessem dançando com a natureza, embora seja uma dança mortal.

Não importa muito se vão dormir no mesmo horário todas as noites, mas acordar no mesmo horário é uma necessidade.

Nossos sistemas de ansiedade são muito práticos. Eles entendem que qualquer coisa da qual fugimos é perigosa. A prova disso é que, obviamente, você de fato fugiu.

(…) as pessoas sofrem bullying porque não revidam.

Quando o despertar acontece — quando as pessoas que eram ingênuas reconhecem em si mesmas as sementes do mal e da monstruosidade, e se enxergam como perigosas (ao menos potencialmente), seu medo diminui.

Elas desenvolvem mais respeito próprio. Então, talvez, comecem a resistir à opressão.

(…) há bem pouca diferença entre a capacidade para a desordem e a destruição, integradas, e a força de caráter. Essa é uma das lições mais difíceis da vida.

Levantar a cabeça, manter as costas eretas e os ombros para trás é aceitar a terrível responsabilidade da vida com os olhos bem abertos. Significa decidir voluntariamente transformar o caos do potencial em realidades da ordem habitável. Significa receber o fardo da vulnerabilidade da autoconsciência e aceitar o fim do paraíso inconsciente da infância, em que a finitude e a mortalidade são apenas vagamente compreendidas. Significa realizar, voluntariamente, os sacrifícios necessários para gerar uma realidade produtiva e relevante (agir para agradar a Deus, na linguagem antiga).

Então, preste muita atenção em sua postura. Pare de se curvar e ficar se arrastando. Fale o que pensa. Apresente seus desejos como se tivesse direito a eles — pelo menos o mesmo direito que os outros. Caminhe de cabeça erguida e olhe firmemente para frente. Ouse ser perigoso. Encoraje a serotonina a fluir plenamente através dos caminhos neurais, sedentos por sua influência calmante.

REGRA 2 – CUIDE DE SI MESMO COMO CUIDARIA DE ALGUÉM SOB SUA RESPONSABILIDADE

O caos é o domínio da ignorância em si. É um território inexplorado. O caos é o que se estende, eternamente e sem limites, além das divisas de todos os estados, ideias e disciplinas.

É o estrangeiro, o estranho, o membro de outra gangue, é o barulho que aumenta durante a noite, o monstro embaixo da cama, a raiva escondida da sua mãe e a doença do seu filho. O caos é o desespero e o horror que você sente quando foi profundamente traído. É o lugar onde você vai parar quando tudo dá errado; quando seus sonhos morrem e sua carreira entra em colapso ou seu casamento acaba. É o submundo do conto de fadas e do mito onde o dragão e o ouro, guardado por ele, coexistem eternamente. O caos é onde estamos quando não sabemos onde estamos, e o que fazemos quando não sabemos o que estamos fazendo. Ele é, em resumo, todas aquelas coisas e situações que não conhecemos nem entendemos.

Nosso cérebro reage instantaneamente quando o caos aparece, com circuitos simples e super-rápidos mantidos desde a antiguidade, quando nossos ancestrais moravam nas árvores e as serpentes davam o bote em um piscar de olhos.

Dominar essa dualidade fundamental é ser equilibrado: ter um pé firmemente plantado na ordem e na segurança e outro no caos, na possibilidade, no crescimento e na aventura. Quando a vida repentinamente se revela intensa, arrebatadora e significativa; quando o tempo passa e você está tão absorto no que está fazendo que sequer percebe — é nesse exato momento que você está localizado bem na fronteira entre a ordem e o caos.

A pior de todas as serpentes possíveis é a eterna inclinação humana para o mal.

(…) a linha divisória entre bem e mal passa pelo coração de cada ser humano.

É muito melhor tornar aptos os Seres que estão sob seus cuidados do que protegê-los.

Como poderia a natureza do homem atingir seu potencial total sem desafios ou perigos?

(…) o dramaturgo russo Anton Chekhov advertiu: “Se há uma arma pendurada na parede no ato um, ela tem que ser disparada no seguinte. Caso contrário, não tinha nada que estar ali.”

Sendo humana e querendo saber mais, Eva decide comer a fruta. Puf! Ela acorda: está consciente, talvez autoconsciente, pela primeira vez.

As mulheres têm tornado os homens autoconscientes desde o princípio dos tempos. Elas fazem isso, primariamente, ao rejeitá-los — mas também o fazem ao envergonhá-los, caso não assumam a responsabilidade. Não é surpresa, uma vez que a mulher carrega o fardo primário da reprodução. É muito difícil tentar entender como seria de outra forma. Mas a capacidade da mulher de envergonhar os homens e torná-los autoconscientes é ainda uma força primária da natureza.

A nudez significa vulnerabilidade e ser facilmente ferido. A nudez significa estar sujeito ao julgamento pela beleza e saúde. Significa estar desprotegido e desarmado na selva da natureza e do homem.

A beleza envergonha a feiura. A força envergonha a fraqueza. A morte envergonha a vida — e o Ideal nos envergonha a todos.

Graças a Deus por John von Neumann! Graças a Deus por Grace Kelly, Anita Ekberg e Monica Belluci! Tenho orgulho de me sentir indigno na presença de pessoas assim. É o preço que todos pagamos por poder almejar, realizar e ambicionar. Não foi por acaso que Adão e Eva se cobriram.

Somos conscientes de nosso próprio desamparo, finitude e mortalidade. Podemos sentir dor, repulsa própria, vergonha e horror — e sabemos disso. Sabemos o que nos faz sofrer. Sabemos como o terror e a dor podem ser infligidos a nós — e isso quer dizer que sabemos exatamente como infligi-los aos outros. Sabemos como estamos nus e como essa nudez pode ser explorada — e isso quer dizer que sabemos como os outros estão nus e como podem ser explorados.

E ninguém entende melhor a escuridão do indivíduo do que o próprio indivíduo.

A Bíblia inteira está estruturada de modo que tudo após a Queda — a história de Israel, dos profetas, da vinda de Cristo — seja apresentado como um remédio para aquela Queda, uma escapatória contra o mal.

Se desejamos cuidar de nós mesmos apropriadamente, teremos que respeitar a nós mesmos — mas não fazemos isso, pois somos — pelo menos em nossos próprios olhos — criaturas caídas. Se vivêssemos na Verdade; se falássemos a Verdade — então, poderíamos caminhar com Deus novamente e respeitar a nós mesmos, os outros e o mundo. Então, poderíamos cuidar de nós mesmos como cuidamos das pessoas de quem gostamos. Poderíamos nos empenhar para colocar o mundo em ordem. Poderíamos orientá-lo em direção ao Céu, onde gostaríamos que as pessoas de quem gostamos habitassem, em vez do Inferno, onde nosso ressentimento e ódio condenariam a todos eternamente.

Durante meus próprios períodos de escuridão no submundo da alma, eu me vi frequentemente dominado e admirado pela habilidade das pessoas de se tornarem amigas, de amar seus parceiros íntimos, pais e filhos, e de fazerem o que devem para manter a máquina do mundo funcionando.

Isso de modo algum pode ser o caminho certo a seguir. Cuidar de si mesmo da forma que cuidaria de alguém sob sua responsabilidade significa considerar o que seria realmente bom para você. Não é “o que você quer”. Também não é “o que o faria feliz”.

Como o grande filósofo alemão do século XIX Friedrich Nietzsche observou brilhantemente: “Aquele cuja vida tem um porquê, pode suportar quase todos os comos.”

Você pode ajudar a direcionar o mundo em sua trajetória descontrolada um pouco mais para perto do Céu e distante do Inferno. Tendo compreendido o Inferno, pesquisado-o, por assim dizer — especialmente o próprio Inferno individual —, você poderá decidir não ir em sua direção nem o criar. Você poderá, de fato, devotar sua vida a isso. Isso lhe daria um Significado, com S maiúsculo. Isso justificaria sua existência miserável. Isso expiaria sua natureza pecaminosa e trocaria sua vergonha e autoconsciência exageradas pelo orgulho natural e pela confiança sincera de alguém que aprendeu, uma vez mais, a caminhar com Deus no Jardim. Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade.

REGRA 3 SEJA AMIGO DE PESSOAS QUE QUEIRAM O MELHOR PARA VOCÊ

(…) se você tem um amigo cuja amizade não recomendaria à sua irmã, ao seu pai ou filho, por que teria tal amizade para si mesmo?

REGRA 4 COMPARE A SI MESMO COM QUEM VOCÊ FOI ONTEM, NÃO COM QUEM OUTRA PESSOA É HOJE

Ao amadurecermos nos tornamos, em contraposição, cada vez mais individualizados e únicos. As condições da nossa vida tornam-se cada vez mais pessoais e menos comparáveis às dos outros.

Antes de poder articular seus próprios padrões de valor, você deve ver a si mesmo como um estranho — e, então, deve conhecer a si mesmo.

Onde você foca determina o que vê.

Ver é muito difícil, então você deve escolher o que ver e abrir mão do resto.

(…) a vida não tem o problema. Você tem. Pelo menos, essa percepção o deixa com algumas possibilidades. Se sua vida não está indo bem, talvez seja seu conhecimento atual que é insuficiente, não a vida em si. Talvez sua estrutura de valor precise ser seriamente reequipada. Talvez o que você quer o esteja cegando para qualquer outra coisa. Talvez você esteja se apegando tão fortemente aos seus desejos no presente que não consegue ver nada mais — mesmo aquilo que de fato precisa.

Ser feliz ao realizar a jornada pode ser muito melhor do que chegar ao destino com sucesso…

Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje.

REGRA 5 NÃO DEIXE QUE SEUS FILHOS FAÇAM ALGO QUE FAÇA VOCÊ DEIXAR DE GOSTAR DELES

Mas os seres humanos são maus, assim como bons, e a escuridão que habita eternamente nossas almas também está presente, e não timidamente, no nosso eu mais jovem.

Até mesmo os cães devem ser socializados se quiserem ser membros aceitáveis da matilha — e crianças são muito mais complexas do que cães. Isso quer dizer que há muito mais chances de que elas desandem de formas complexas se não forem treinadas, disciplinadas e devidamente encorajadas.

Um filho terá muitos amigos, mas apenas dois pais — se tiver —, e os pais são muito mais do que amigos. Os amigos têm uma autoridade bem limitada para correção.

É um ato de responsabilidade disciplinar uma criança. Não é ter raiva frente um mau comportamento. Não é vingança por algum malfeito. Pelo contrário, é uma combinação cuidadosa de compaixão e julgamento em longo prazo. A disciplina correta requer esforço — na verdade, é praticamente sinônimo de esforço. É difícil oferecer uma atenção cuidadosa às crianças. É difícil descobrir o que está errado, o que está certo e o porquê. É difícil formular estratégias de disciplina que sejam justas e compassivas e negociar suas aplicações com outros que estejam profundamente envolvidos com o cuidado da criança. Por causa dessa combinação de responsabilidade e dificuldade, qualquer sugestão de que qualquer restrição imposta às crianças causa danos pode ser ironicamente bem-vinda. Uma vez que tal noção seja aceita, permite que os adultos, que deveriam ser mais esclarecidos, abandonem seu dever de servir como agentes de aculturamento e finjam que isso é bom para as crianças. É um ato profundo e pernicioso de autoengano. É preguiçoso, cruel e indesculpável. E nossa tendência de racionalizar não acaba por aqui.

A violência, afinal, não é um mistério. A paz, sim, é um mistério. A violência é o padrão. É fácil. A paz é que é difícil: aprendida, inculcada, conquistada. (As pessoas geralmente fazem as perguntas psicológicas básicas invertidas. Por que as pessoas usam drogas? Não é um mistério. Por que não as usam o tempo todo é que é um mistério. Por que as pessoas sofrem com ansiedade? Não é um mistério. Como as pessoas conseguem ficar calmas? Eis o mistério.

Crianças são como pessoas cegas procurando uma parede. Precisam ir adiante e testar para ver onde, de fato, estão os limites (e eles raramente estão onde alguém disse que estariam).

“Velhice e artimanha sempre vencem juventude e talento.”

Nós nos machucamos e sentimos medo, vergonha e repulsa para evitar danos. E somos suscetíveis demais a esses sentimentos. Na verdade, sentimo-nos mais negativos com a perda do que bem com o ganho, ainda que de proporções equivalentes. A dor é mais potente do que o prazer e a ansiedade, mais do que a esperança.

Pais que se recusam a assumir a responsabilidade pela disciplina de seus filhos acham que podem simplesmente optar por evitar o conflito necessário para uma criação adequada de uma criança. Eles evitam ser os vilões (em curto prazo). Mas de forma alguma isso resgata ou protege seus filhos contra o medo e a dor. É exatamente o contrário: o mundo social mais amplo, crítico e indiferente infligirá conflitos e punições muito maiores do que os provocados por um pai consciente. Você pode disciplinar seu filho ou delegar essa responsabilidade ao mundo cruel e indiferente — e a decisão pela segunda opção nunca deve ser confundida com amor.

(…) agora temos dois princípios gerais de disciplina. O primeiro: limite as regras. O segundo: use a força mínima necessária para garantir que essas regras sejam cumpridas.

Princípio disciplinar 1: limite as regras. Princípio 2: use a força mínima necessária. E aqui temos um terceiro: os pais deveriam sempre estar juntos. Criar filhos é exigente e exaustivo.

Os pais têm o dever de agir como representantes do mundo real — representantes compassivos e cuidadosos —, mas, ainda assim, representantes.

REGRA 6 – DEIXE SUA CASA EM PERFEITA ORDEM ANTES DE CRITICAR O MUNDO

Por que há tanto sofrimento e crueldade? Bem, talvez isso seja mesmo obra de Deus — ou a culpa de um destino cego e sem sentido, se você estiver inclinado a pensar assim. E parece que há todas as razões para isso. Mas o que acontece se você pensar assim? Os assassinos em massa acreditam que o sofrimento relacionado com a existência justifica o julgamento e a vingança, conforme os garotos de Columbine indicaram tão claramente: O sofrimento, seja psíquico, físico ou intelectual, não precisa de forma alguma produzir o niilismo (que é a rejeição radical de valor, significado e desejabilidade). Tal sofrimento sempre permite uma variedade de interpretações. Nietzsche escreveu essas palavras.

(…) as pessoas que experimentam o mal podem certamente desejar perpetuá-lo, dando o troco adiante. Mas também é possível aprender o bem ao experimentar o mal.

(…) se fosse culpa dela, ela poderia fazer algo a respeito. No entanto, se fosse culpa de Deus — se a própria realidade fosse falha, estabelecida para garantir sua miséria —, ela estaria perdida. Não haveria como mudar a estrutura da própria realidade. Porém, talvez ela conseguisse mudar a própria vida.

Um furacão é um ato de Deus. Mas deixar de se preparar, quando a necessidade de preparo é bem conhecida — isso é pecado. É fracassar. E o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23).

Se você está sofrendo — bem, isso é o normal. As pessoas são limitadas e a vida, trágica. No entanto, se seu sofrimento for insuportável e você estiver começando a se corromper, isso é algo sobre o que pensar.

Pare de agir daquela maneira específica e desprezível. Pare de dizer aquelas coisas que o tornam fraco e envergonhado. Diga apenas coisas que o tornem forte. Faça apenas as coisas das quais você possa falar com honra.

REGRA 7 – BUSQUE O QUE É SIGNIFICATIVO, NÃO O QUE É CONVENIENTE

A VIDA É SOFRIMENTO. ISSO ESTÁ CLARO. Não há verdade mais básica e irrefutável.

(…) qual é a diferença entre os bem-sucedidos e os malsucedidos? Os bem-sucedidos sacrificam.

A dor e o sofrimento definem o mundo. Disso, não pode haver dúvidas. Sacrifício pode adiar dor e sofrimento, em um grau maior ou menor — e sacrifícios maiores podem fazer isso muito mais efetivamente do que os menores. Disso não pode haver dúvidas.

Em vez disso, ele virou a mesa, dirigindo-se a seus julgadores de uma maneira que permite ao leitor entender precisamente porque o concílio da cidade o queria morto. Então, ele tomou seu veneno, como um homem.

O mal entra no mundo com a autoconsciência.

É verdade que Abel é um herói: mas um herói que é por fim derrotado por Caim. Abel pôde agradar a Deus — um feito difícil e nada trivial —, mas não conseguiu vencer o mal humano.

Caim recorre ao Mal para obter o que Deus havia lhe negado, e faz isso de forma voluntária, autoconsciente e com maldade

“Nenhuma árvore pode crescer até o Céu”, adiciona o sempre aterrorizante Carl Gustav Jung, extraordinário psicanalista, “a menos que suas raízes desçam até o Inferno”.

A doutrina cristã elevou a alma individual, colocando o escravo e o mestre, o plebeu e o nobre igualmente na mesma base metafísica, considerando-os iguais perante Deus e a lei.

Tanto para Nietzsche quanto para Dostoiévski, a liberdade — e mesmo a capacidade de agir — requer comedimento. Por essa razão, ambos reconhecem a necessidade vital dos dogmas da Igreja. O indivíduo deve ser restringido e moldado — e até levado próximo à destruição — através de uma estrutura disciplinar coerente e restritiva, antes que possa agir de forma livre e competente.

Foi após a morte de Deus que os grandes horrores coletivos do comunismo e do fascismo se espalharam (da forma que tanto Dostoiévski quanto Nietzsche previram). Nietzsche, de sua parte, postulou que os seres humanos individuais teriam de inventar os próprios valores após a morte de Deus. Porém, esse é o elemento do seu pensamento que aparenta ser o mais fraco psicologicamente falando: não podemos inventar nossos próprios valores, porque não podemos meramente impor no que acreditamos a nossas almas. Essa foi a grande descoberta de Carl Jung — feita em grande parte por causa de seus intensos estudos sobre os problemas propostos por Nietzsche.

É por essa razão que os psicólogos profundos — sendo Freud e Jung os mais importantes entre eles — insistiram em que a psique humana era um campo de batalha das ideias. Uma ideia tem um objetivo. Quer algo. Postula uma estrutura de valor.

Cada ser humano tem uma capacidade imensa para o mal. Cada ser humano entende, a priori, talvez não o que seja o bem, mas certamente o que não é. E se há algo que não é o bem, então há algo que é o bem. Se o pior pecado é torturar os outros simplesmente pelo sofrimento — então o bem é qualquer coisa diametralmente oposta a isso. O bem é qualquer coisa que impede tais ações de acontecer.

Foi a partir disso que extraí minhas conclusões morais fundamentais. Mire alto. Preste atenção. Conserte o que puder consertar. Não seja arrogante com o próprio conhecimento. Empenhe-se em ser humilde, porque o orgulho totalitário se manifesta na intolerância, opressão, tortura e morte. Torne-se consciente da própria insuficiência — de sua covardia, malevolência, ressentimento e ódio. Considere a parte sanguinária do próprio espírito antes de ousar acusar os outros e de tentar consertar a estrutura do mundo. Talvez a falha não esteja no mundo. Talvez ela esteja em você. Você falhou em acertar a meta. Você errou o alvo. Você está destituído da glória de Deus. Você pecou. E tudo isso é a sua contribuição para a insuficiência e para o mal do mundo. E, acima de tudo, não minta. Não minta sobre nada, nunca. A mentira leva ao Inferno. Foram as mentiras grandes e pequenas dos estados nazistas e comunistas que produziram a morte de milhões de pessoas.

Considere, então, que aliviar dor e sofrimento desnecessários é um bem.

Conveniência é seguir o impulso cego. É o ganho em curto prazo. Ela é estreita e egoísta. Ela mente para conseguir ir adiante. Ela não leva nada em consideração. Ela é imatura e irresponsável. O significado é seu substituto amadurecido. O significado surge quando os impulsos são regulados, organizados e unificados. O significado surge a partir da interação entre as possibilidades do mundo e a estrutura de valor que opera dentro desse mundo. Se a estrutura de valor está orientada para o aprimoramento do Ser, então o significado revelado será o sustento da vida. Ela fornecerá o antídoto para o caos e para o sofrimento. Ela tornará tudo melhor.

REGRA 8 – DIGA A VERDADE. OU, PELO MENOS, NÃO MINTA

Eu estava usando a linguagem para forçar o mundo a me dar o que achava que era necessário. Só que assim eu era falso.

(…) o significado de “politicagem”. É distorcer a realidade. É a especialidade dos marqueteiros, vendedores, publicitários, pickup artists[*], utópicos imbuídos de slogans e psicopatas, todos inescrupulosos.

Um pecado de ação acontece quando você faz algo que sabe que é errado. Um pecado de omissão acontece quando você deixa algo de ruim acontecer quando poderia ter feito algo para evitá-lo. O primeiro é considerado, classicamente, como mais grave do que o segundo — do que o evitamento. Não estou tão certo disso.

“Aconteceu o que eu queria? Não. Então meu objetivo ou meus métodos estavam errados. Ainda tenho que aprender algo.” Essa é a voz da autenticidade. “Aconteceu o que eu queria? Não. Então o mundo é injusto. As pessoas são invejosas e burras demais para entender. É culpa de alguém ou de alguma coisa.” Essa é a voz da inautenticidade.

Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? (Marcos 8:36)

(…) a existência do indivíduo desonesto e inautêntico é a precursora do totalitarismo social.

Todos esses pensadores centralmente preocupados com a patologia tanto individual quanto cultural chegaram à mesma conclusão: as mentiras deformam a estrutura do Ser. A inverdade corrompe tanto a alma quanto o Estado, e uma forma de corrupção alimenta a outra.

Com amor, encorajamento e caráter intacto, um ser humano consegue ser resiliente além da imaginação. No entanto, o que não pode ser suportada é a ruína absoluta produzida pela tragédia e pela falsidade.

Nietzsche disse que o valor de um homem é determinado pela quantidade de verdade que é capaz de tolerar.

As melhores ambições estão relacionadas com o desenvolvimento do caráter e da capacidade, e não com o status e o poder.

todo mundo precisa de um objetivo concreto e específico — uma ambição e um propósito — para limitar o caos e criar um sentido inteligível para sua vida.

 

REGRA 9 – PRESUMA QUE A PESSOA COM QUEM ESTÁ CONVERSANDO POSSA SABER ALGO QUE VOCÊ NÃO SABE

É impressionante o que as pessoas lhe dizem quando você está disposto a ouvir.

Afinal, se você não é o protagonista de seu próprio drama, é um figurante no de outra pessoa — e pode muito bem ser escalado para interpretar um papel triste, solitário e trágico.

Uma pessoa que escute pode refletir a voz da multidão. Ela é capaz de fazer isso sem falar. Ela consegue fazer isso simplesmente deixando que a pessoa que fala escute a si mesma.

“Pare a discussão por um momento e institua a seguinte regra: ‘Cada pessoa pode falar sua opinião apenas depois de ter repetido com precisão as ideias e os sentimentos da que falou antes e até que a pessoa que falou esteja satisfeita.’”

Presuma que a pessoa com quem está conversando possa saber algo que você não sabe.

REGRA 10 – SEJA PRECISO NO QUE DIZ

As limitações de todas nossas percepções das coisas e dos eus se manifestam quando algo no qual usualmente podemos confiar em nosso mundo simplificado quebra. Então o mundo mais complexo que sempre esteve lá, invisível e convenientemente ignorado, faz-se presente. É então que o jardim murado que arquetipicamente habitamos revela suas serpentes escondidas, mas sempre presentes.

Nunca subestime o poder destrutivo dos pecados da omissão.

Você realmente acredita que é sábio deixar que a catástrofe cresça nas sombras enquanto você encolhe, afunda e fica com ainda mais medo? Não é melhor se preparar, afiar sua espada, perscrutar a escuridão e depois agarrar o touro pelos chifres? Talvez você se machuque. Provavelmente você sairá machucado. A vida, afinal, é sofrimento. Mas talvez o ferimento não seja fatal.

Por que se recusar a especificar? Porque enquanto você deixa de definir o sucesso (e, assim, torna-o impossível) você também se recusa a definir o fracasso para si mesmo, para que se e quando fracassar, você sequer note e não doa.

(…) uma máquina danificada continuará funcionando mal se o problema não for diagnosticado e consertado.

Confronte o caos do Ser. Enfrente o mar de problemas. Especifique seu destino e trace seu curso. Admita o que quer. Diga a todos ao seu redor quem você é. Especifique e olhe atentamente, mova-se adiante de forma clara e direta.

 

REGRA 11 – NÃO INCOMODE AS CRIANÇAS QUANDO ESTÃO ANDANDO DE SKATE

Fazemos o que podemos para extrair o melhor de tudo, em nossa vulnerabilidade e fragilidade, e o planeta é muito mais impiedoso conosco do que somos com ele. Podemos nos dar um desconto.

Os garotos estão sofrendo no mundo moderno. Eles são mais desobedientes — falando negativamente — ou mais independentes — falando positivamente — do que as garotas, e sofrem com isso ao longo de toda a carreira educacional pré-universitária. Eles são menos cordatos (sendo a afabilidade um traço de personalidade associado à compaixão, empatia e evitação de conflito) e menos suscetíveis à ansiedade e depressão, pelo menos depois que os dois sexos atingem a puberdade. Os interesses dos garotos tendem para coisas; os das garotas, para pessoas. De modo impressionante, essas diferenças, fortemente influenciadas por fatores biológicos, são mais pronunciadas nas sociedades escandinavas em que a igualdade de gêneros é mais avançada: o oposto do esperado por aqueles que insistem, de forma cada vez mais ruidosa, em que o gênero é um constructo social. Não é. Não há o que discutir. Os dados provam isso.

Crianças em lares sem pais têm quatro vezes mais chance de serem pobres. Isso significa que suas mães também são pobres. Crianças sem pais estão em risco muito maior de abuso de álcool e drogas. Crianças vivendo com os pais biológicos casados são menos ansiosas, deprimidas e delinquentes do que as que vivem com um ou mais pais não biológicos. Crianças em famílias com um só genitor têm duas vezes mais probabilidades de cometer suicídio.

Obviamente, a cultura é uma estrutura opressora. Sempre foi assim.

Considere o seguinte, também, em relação à opressão: qualquer hierarquia gera vencedores e perdedores. Os vencedores são, é claro, mais propensos a justificar a hierarquia e os perdedores, a criticá-la.

Eis uma teoria alternativa: ao longo da história, homens e mulheres lutaram ferozmente para se libertar dos horrores devastadores da privação e da necessidade. As mulheres frequentemente estavam em desvantagem durante essa luta, pois possuíam todas as vulnerabilidades dos homens, mas carregavam o fardo reprodutivo e tinham menos força física. Além da sujeira, miséria, doença, fome, barbárie e ignorância que caracterizavam as vidas de ambos os sexos muito antes do século XX (quando mesmo as pessoas no mundo ocidental normalmente sobreviviam com menos de um dólar em dinheiro de hoje), as mulheres também tinham que suportar as sérias inconveniências práticas da menstruação, a alta probabilidade de uma gravidez indesejada, a probabilidade de morte ou graves danos durante o parto e o fardo de criar muitos filhos pequenos. Talvez essa seja razão suficiente para a diferença no tratamento legal e prático de homens e mulheres que caracterizou a maioria das sociedades antes das recentes revoluções tecnológicas, incluindo a invenção da pílula anticoncepcional. Pelo menos esses fatores devem ser levados em conta antes que a presunção de que homens tiranizaram as mulheres possa ser aceita como truísmo.

Muruganantham, Simpson e Haas oprimiram as mulheres ou as libertaram? E quanto a Gregory Goodwin Pincus, que inventou a pílula anticoncepcional? De que maneira esses homens pragmáticos, esclarecidos e persistentes fizeram parte do patriarcado opressor?

(…) os traços de personalidade mais válidos como preditores de sucesso em longo prazo nos países ocidentais são: inteligência (medida por capacidade cognitiva ou testes de QI) e conscienciosidade (um traço caracterizado por perseverança e disciplina).

Na opinião desses pensadores, a agressão somente será reduzida quando os adolescentes e jovens do sexo masculino “adotarem os mesmos padrões de comportamento tradicionalmente incentivados para as mulheres”.

A agressividade existe desde sempre.

Existem circuitos biológicos ancestrais, por assim dizer, que sustentam a agressividade defensiva e predatória. Eles são tão elementares que ainda estão ativos naqueles que chamamos de gatos descorticados, animais que têm as maiores partes cerebrais e que são mais recentemente evoluídas — um gigantesco percentual da estrutura total — completamente removidas. Isso sugere não apenas que a agressividade é inata, mas que é uma consequência da atividade em áreas cerebrais básicas e extremamente fundamentais.

Pessoas cordatas, compassivas, empáticas e avessas ao conflito (todas essas características podem ser agrupadas) deixam que outras pisem nelas, e depois se ressentem. Elas se sacrificam pelos outros, às vezes excessivamente, e não conseguem compreender por que não há reciprocidade. Pessoas cordatas são submissas, e isso lhes rouba a independência.

Os homens impõem um código de conduta entre si quando trabalham juntos. Faça seu trabalho. Carregue seu fardo. Fique esperto e preste atenção. Não resmungue nem seja melindroso. Defenda seus amigos. Não bajule nem entregue ninguém. Não seja escravo de regras idiotas. Nas palavras imortais de Arnold Schwarzenegger: “Não seja um mariquinha.” Não seja dependente. De jeito nenhum. Nunca. Ponto-final. O assédio, parte da aceitação na equipe de trabalho, é um teste: será que você é durão, divertido, competente e confiável? Se não for, vá embora. Simples assim. Não precisamos sentir pena de você. Não queremos aguentar seu narcisismo nem fazer seu trabalho.

Quando a docilidade e a inofensividade se tornam as únicas virtudes aceitáveis, então a severidade e a dominância começarão a exercer um fascínio inconsciente.

Os homens precisam ser durões. Os homens exigem isso e as mulheres querem, mesmo que possam não aprovar as atitudes severas e insolentes que são parte integrante do processo socialmente exigente que incentiva e reforça essa tenacidade.

Homens se tornam durões pressionando a si mesmos e uns aos outros. Quando eu era adolescente, os garotos eram muito mais propensos a se envolverem em acidentes de carro do que as garotas (como ainda são hoje). Isso porque à noite saíam para dar cavalo de pau em estacionamentos cobertos de gelo.

Se forem saudáveis, as mulheres não querem garotos. Elas querem homens. Querem alguém para disputar; alguém para lutar. Se elas forem duronas, querem alguém ainda mais forte. Se forem inteligentes, querem alguém mais inteligente. Elas desejam alguém que ofereça algo que elas mesmas não podem oferecer. Geralmente, isso dificulta que mulheres fortes, inteligentes e atraentes encontrem parceiros: simplesmente não existem tantos homens por aí que as possam superar o bastante para serem considerados desejáveis (que sejam superiores, conforme uma pesquisa mencionou, em “renda, educação, autoconfiança, dominância e posição social”).

E se você pensa que homens fortes são perigosos, espere até ver do que os fracos são capazes.

 

REGRA 12 – ACARICIE UM GATO AO ENCONTRAR UM NA RUA

Há poucas coisas que tornam mais difícil aceitar as limitações fundamentais da existência humana do que um filho doente.

“Não é Deus que não aceito. Entenda isso”, diz Ivan. “Não aceito o mundo que Ele criou, este mundo de Deus, e não posso concordar com ele.”

(…) budista. Imagine um Ser que é onisciente, onipresente e onipotente. O que falta para um Ser assim? A resposta? Limitação. Se você já é tudo e está em todos os lugares o tempo todo, não há mais aonde ir nem nada mais a ser. Tudo o que poderia ser, já é, e tudo o que poderia acontecer, já aconteceu. E é por isso, continua a história, que Deus criou o homem.

Um super-herói capaz de qualquer coisa não é super-herói coisa alguma. Ele não é nada em específico, ou seja, é um nada. Não terá nada com o que lutar, então não pode ser admirável. O Ser plausível parece necessitar da limitação. Talvez porque o Ser necessite do Tornar-se, além da mera existência estática — e tornar-se significa transformar-se em algo a mais, ou pelo menos em algo diferente. E isso só é possível para algo limitado.

Como pode a realidade estar estruturada de forma tão insuportável? Como isso pode acontecer?

Talvez, como os garotos de Columbine sugeriram (veja a Regra 6), fosse melhor nem mesmo existir. Talvez fosse ainda melhor se nem o Ser existisse. Porém, as pessoas que chegam à primeira conclusão estão flertando com o suicídio, enquanto as que chegam à segunda flertam com algo ainda pior, algo verdadeiramente monstruoso. Elas estão se associando com a ideia da destruição total. Estão brincando com o genocídio — e ainda pior. Mesmo as regiões mais sombrias possuem cantos ainda mais escuros. E o mais terrível é que essas conclusões são compreensíveis, talvez até inevitáveis — embora não seja inevitável as colocar em prática.

O pensamento, afinal, é a mais alta realização das realizações humanas, não é? Talvez não. Há algo que prevalece sobre o pensamento, apesar do seu poder verdadeiramente impressionante. Quando a existência se revela como existencialmente intolerável, o pensamento desmorona por si só. Nessas situações — nas profundezas —, é a percepção, e não o pensamento, que resolve. Talvez você possa começar percebendo o seguinte: quando ama alguém, não é apesar da limitação do outro. É por causa das limitações do outro. Claro, é complicado. Você não precisa morrer de amores por cada falha, mas simplesmente aceitar. Não deve interromper sua tentativa de tornar a vida melhor ou apenas deixar que o sofrimento exista. Porém, parece haver limites no caminho do aprimoramento, os quais talvez não queiramos ultrapassar, sob pena de sacrificarmos nossa própria humanidade.

Se você prestar bastante atenção, mesmo em um dia ruim, pode ter a felicidade de se deparar com pequenas oportunidades exatamente como essa. Pode ser que você veja uma garotinha dançando na rua porque está vestida de bailarina. Talvez tome um bom café em um estabelecimento que realmente se importa com os clientes. Ou, ainda, você pode reservar dez ou vinte minutinhos para fazer alguma coisa boba que o distraia ou lhe recorde de que você pode rir do absurdo da existência.

Não se ganha a paz por estar certo. Seu único ganho é estar certo enquanto seu parceiro, errado — derrotado e errado. Faça isso 10 mil vezes e seu casamento acaba (ou você vai preferir que acabe). Escolher a alternativa — buscar a paz — significa ter que decidir que quer a resposta mais do que estar certo.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O que farei para a minha esposa? Trate-a como se fosse a Santa Mãe de Deus, para que possa dar à luz o herói redentor do mundo. O que farei para a minha filha? Dê suporte, escute, proteja-a, treine sua mente e diga lhe que está tudo bem se quiser ser mãe. O que farei para meus pais? Aja de tal modo que suas ações justifiquem todo o sofrimento que suportaram. O que farei para meu filho? Encoraje-o a ser um verdadeiro Filho de Deus.

O que farei para uma alma caída? Ofereça a mão genuína e cautelosamente, mas não se junte a ela em seu atoleiro.

Como vou ensinar às pessoas? Compartilhando com elas as coisas que considero verdadeiramente importantes.

O que farei para uma nação destroçada? Una-a novamente com as cuidadosas palavras da verdade.

O que farei para um mentiroso? Deixe-o falar para que revele a si mesmo.

O que farei quando menosprezar o que tenho? Lembre-se daqueles que não têm nada e esforce-se para ser agradecido.

O que farei quando a cobiça me consumir? Lembrarei que é realmente melhor dar do que receber.

O que farei quando destruir meus rios? Busque pela água viva e deixe-a purificar a Terra.

O que farei quando meu inimigo for bem-sucedido? Mire um pouco mais alto e seja agradecido pela lição.

O que farei quando estiver cansado e impaciente? Aceitar agradecidamente a mão que se estende para me ajudar.

O que farei com a realidade do envelhecimento? Substituir o potencial da minha juventude com as realizações da minha maturidade.

O que farei perante a morte de um filho meu? Abraçar meus outros entes queridos e curar sua dor.

O que farei quando chegar ao próximo momento extremo? Concentrar minha atenção no próximo passo correto que devo dar.

Um comentário em “NOTA LITERÁRIA #13 – 12 REGRAS PARA A VIDA (JORDAN B. PETERSON)

  1. A regra 4 eu vi num livro metade bom, metade péssimo: Emílio, de Jean-Jacques Rousseau. Foi um dos melhores conselhos que eu li em qualquer lugar. As pessoas precisam mesmo parar de se comparar umas com as outras, porque cada pessoa mostra uma imagem, não o que ela é de fato. Então, a maioria das comparações que vocễ faz entre si mesmo e outros é injusta. Mas a comparação com seu passado é sempre sincera. Se você hoje está melhor que ontem, você tá no caminho certo. É o que importa.

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