SERÁ QUE AS MULHERES DE HOJE ESTÃO MAIS EMPODERADAS E INDEPENDENTES QUE NOSSAS MÃES E AVÓS?

Tenho visto um frenesi de feministas que se dizem orgulhosas de não saber cozinhar, de não saber limpar uma casa, de não ser mulher de um homem só, de terem um instinto sexual igual ao do homem e ainda sim se rotularem como empoderadas e independentes. Espere um momento: a primeira tarefa básica de alguém independente é saber cozinhar, tanto homem como mulher, mas logicamente, as mulheres possuem algo em seu gene que as faz formidáveis na cozinha. Ah, que saudade da comida da minha mãe, não existe nada igual. Será que se eu quiser uma mulher para casar que saiba cozinhar é sinal de machismo? Deve ser, porque nasci numa família patriarcal, onde meu pai trabalhava e minha mãe cuidava do lar. Lembro de meu pai sair para viajar e minha mãe ficar tomando conta de tudo: da casa, dos filhos, das compras, da nossa educação, das contas. Que mulherão da porra!

Coloquem um homem e uma mulher para limpar uma casa. Eu duvido que o homem seja tão eficiente nesta tarefa quanto uma mulher. Mulheres são extremamente detalhistas: passam a vassoura umas três vezes, o pano mais três. Quando que um homem vai fazer isso? Olha, é raro, pois somos objetivos, ou seja, se vi sujeira eu limpo, não precisamos passar o pano três vezes, mas certamente você deve passar, porque vai ficar alguma sujeira e depois tu vai ter que ouvir sua mulher: “viu, eu avisei! Agora vai ter que limpar de novo.” Como que conseguem enxergar tanta sujeira? Não entendo qual o problema de uma mulher ser melhor que o homem nestas questões. E mais, o homem tem que ajudar, a única questão é: as mulheres são melhores. Outro detalhe interessante é de como elas se importam com coisas que estão fora de lugar. Por exemplo: peguei um copo para tomar suco e deixei na alça do sofá. Para uma mulher: pegou o copo, encheu, sentou no sofá, bebeu o suco, levantou e colocou na pia, e se possível já deixe o copo lavado. Para o homem: pegou o copo, encheu, sentou no sofá, bebeu o suco, deixou na alça do sofá para quando sentir sede novamente. Até lá, o copo já encheu de formigas e é óbvio que você, homem burro, vai ter que ouvir uma lição de moral, e com razão. Claro que com o tempo o homem melhora, mas nem se compara a uma mulher.

E alguém consegue me explicar o porquê de sair transando com todo mundo é sinal de independência e empoderamento? É justamente o contrário: no momento que um homem faz isso, ele está sendo um escravo do próprio desejo, ou seja, ele não difere de um cão. Isto não é independência, isto é escravidão e burrice. Mas o que vejo nestas feministas, é sem dúvida pior, pois elas não sentem o mesmo desejo sexual que sentimos, mas querem forçar que sentem. Por que? Isto é horrível. É horrível ficar excitado em qualquer lugar ou ter fantasias com qualquer pessoas ao redor. Homens são assim por uma questão biológica, e precisamos fazer nosso Ego controlar nosso Id para vivermos bem em sociedade.

Se antigamente as mulheres cuidavam do lar e dos filhos e os homens trabalhavam fora para sustentar financeiramente uma família, havia uma explicação. Qual é o lugar mais sagrado e íntimo para alguém? É a casa, é a família. Nós criamos isso por uma questão de prosperidade dos indivíduos, pois vimos que se estivéssemos separados, cada um obedecendo seus desejos vis, talvez não estivéssemos nem aqui. E por que o homem foi para fora do lar juntar dinheiro e a mulher ficou em casa fazendo tarefas domésticas e cuidando da prole? A explicação está nos três parágrafos acima. Isso que nem cheguei ao ponto de falar da maternidade. O homem foi para fora trabalhar porque o mundo era uma merda, aliás, até hoje é. Os trabalhos exigiam mais força física, o risco de morte era maior, o estresse era imenso, era preciso pagar impostos, porém, ele sabia que ao chegar em casa, sua esposa estaria lhe esperando com comida, às vezes carinho e com a casa limpa. Isto era uma alocação natural de recursos da época. Havia um papel definido de acordo com o gênero, pois obviamente sempre fomos diferentes e somos bons em coisas diferentes. Não consigo entender como a mulher pode ser vista como inferior nesta alocação, acredito que era justamente o contrário: o valor dela era tanto, que era preciso ficar protegida da merda do mundo, pois o homem não tem valor. A mulher que dá a vida, a mulher que cuida da cria. Por isso o cavalheirismo é uma forma de proteger algo tão valoroso, por isso mulheres e crianças têm preferência, por isso é o homem que toma a iniciativa na festa, por isso é o homem que deve andar do lado de fora da calçada, por isso é o homem que vai para a guerra, por isso é o homem que abre a porta do carro, por isso a vida do homem não equivale à vida da sua amada.

Notem que em nenhum momento eu disse que mulheres não sofriam com esta alocação, pois obviamente várias tiveram que casar obrigatoriamente com pulhas, viver uma vida que não correspondia com sua vontade. Hoje todos temos a liberdade de escolher o que vamos fazer, com quem fazer e quando fazer. Isto é ótimo, mas não consigo deixar de pensar que minha mãe e minhas avós são muito mais independentes que as jovens milennials empoderadas do mundo moderno. “Ah, mas elas dependeram a vida inteira de um homem”, exato, como o homem que estava ao lado delas dependeu uma vida inteira delas também. Como não casar com uma mulher destas? E ao contrário de vocês, feministas empoderadas, elas dependiam de um homem, mas vocês dependem de vários, inclusive de mulheres, porque com certeza alguém precisa cozinhar, limpar e lavar pra vocês.

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicoterapeuta. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

3 comentários em “SERÁ QUE AS MULHERES DE HOJE ESTÃO MAIS EMPODERADAS E INDEPENDENTES QUE NOSSAS MÃES E AVÓS?

  1. Muito bom Guilherme, concordo plenamente com você. Também acho nada a ver esse feminismo ridículo e essa palavrinha da moda que está tão repetitiva entre as mulheres, não sei exatamente o que quer dizer; empoderamento feminino….??ta mais para empobrecimento feminino…rsrs. Me desculpem as feministas de plantão, mas sou muito mais as mulheres a moda antiga, aquelas que não perderam a sensibilidade de perceber que não precisamos não precisar de ninguém para ser mulheres fortes e bem resolvidas…somos fortes na nossa sensibilidade singular de amar despretensiosamente e ser amor nas coisas simples e verdadeiras da vida. Beijo pensador!

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