NOTA LITERÁRIA #05 – SOBRE A ESCRITA (STEPHEN KING)

Sobre a Escrita

Você sonha em ser um escritor de romances? Sempre odiei fórmulas prontas para as nuances subjetivas da vida, mas Sobre a Escrita me surpreendeu principalmente pela sinceridade de King ao enfatizar que o livro é curto porque a maioria dos livros sobre escrita são cheios de baboseira, logo, quanto mais curto e direto ao ponto, melhor.

O livro é dividido em duas partes principais, onde a primeira, King conta sua história. Desde quando começou a escrever, até o ano de 1999 (ano que finalizou esta obra). É inspirador ler os pormenores que King passou para se tornar um escritor de renome, pois nos vemos nele com todas as dúvidas e dificuldades que se tem ao conciliar trabalho formal e tentar escrever romances.

A segunda parte é voltada apenas para a escrita, ou seja, é a parte técnica do livro. As dicas de escrita vinda de um dos maiores nomes de romance são essenciais para qualquer um que sonhe em escrever romances um dia. Eu, sem sombra de dúvidas, vou levar este livro comigo ao longo dos anos.

Após finalizar estas duas partes, há uma terceira, onde King conta com detalhes como foi o acidente que sofreu em 1999. No mais, segue abaixo todas as notas que marquei (Leiam todas, vale a pena):

“Somos escritores, e nunca perguntamos um ao outro de onde tiramos nossas ideias; nós sabemos que não sabemos.”

“Este livro é curto porque a maioria das obras sobre a escrita está cheia de baboseiras. Os escritores de ficção, incluindo este que vos fala, não têm um entendimento muito claro sobre o que fazem — por que funciona quando é bom, por que não funciona quando é ruim. Imaginei que, quanto mais curto o livro, menos baboseira teria.”

“…escrever é humano, editar é divino.”

“Isto não é uma autobiografia. É, na verdade, uma espécie de curriculum vitae, minha tentativa de mostrar como se forma um escritor. Não como se faz um escritor; eu não acredito que escritores possam ser feitos, nem pelas circunstâncias nem por autodeterminação (embora já tenha acreditado nessas coisas).”

“Ela perguntou se eu tinha criado a história sozinho, e fui obrigado a admitir que tinha copiado a maior parte de uma revista em quadrinhos. Minha mãe pareceu desapontada, e aquilo drenou grande parte da minha alegria. Por fim, ela me devolveu o caderno. — Escreva uma história sua, Stevie — disse ela. — Essas revistas do Combat Casey são um lixo, ele está sempre quebrando os dentes de alguém. Aposto que você consegue fazer melhor. Escreva uma história sua.”

[Sobre escrever] “Eu me lembro do imenso sentimento de possibilidades ao pensar na ideia, como se eu tivesse sido levado a um enorme prédio cheio de portas fechadas e tivesse autorização para abrir as que eu quisesse. Havia mais portas do que alguém jamais conseguiria abrir ao longo da vida, pensei (e ainda penso).”

“Quatro histórias. Vinte e cinco centavos por cada. Foi o primeiro tostão que ganhei neste negócio.”

“Mas a televisão chegou relativamente tarde à casa dos King, e fico feliz por isso. Parando para pensar, faço parte de um grupo seleto: um dos poucos e derradeiros romancistas americanos que aprenderam a ler e escrever antes de aprenderem a comer uma porção diária de porcarias televisivas. Isso pode não ter importância. Por outro lado, se você estiver começando a carreira de escritor, sugiro desencapar o fio da sua televisão, enrolá-lo em um prego bem grande e enfiar o prego na tomada. Repare em como e quanto vai explodir. É só uma ideia.”

“Vamos deixar uma coisa bem clara agora, pode ser? Não existe um Depósito de Ideias, uma Central de Histórias nem uma Ilha de Best-Sellers Enterrados; as ideias para boas histórias parecem vir, quase literalmente, de lugar nenhum, navegando até você direto do vazio do céu: duas ideias que, até então, não tinham qualquer relação, se juntam e viram algo novo sob o sol. Seu trabalho não é encontrar essas ideias, mas reconhecê-las quando aparecem.”

“Aos 16 anos, comecei a receber bilhetes de recusa acompanhados de cartas manuscritas um pouco mais encorajadoras que o conselho para parar de grampear os originais e começar a usar clipes de papel. A primeira dessas cartas animadoras veio de Algis Budrys, o então editor da revista Fantasy and Science Fiction, que leu uma história minha chamada “A noite do tigre” (acho que a inspiração foi um episódio da série de televisão O fugitivo, em que o dr. Richard Kimble trabalhou limpando jaulas de um zoológico ou circo) e escreveu: “Isso é bom. Não é para nós, mas é bom. Você tem talento. Mande mais”. Essas quatro frases curtas, escritas com uma caneta tinteiro que deixou grandes manchas irregulares pelas letras, iluminou o triste inverno dos meus 16 anos.”

“Uma coisa que percebi é que, quando alguém já fez certo sucesso, as revistas ficam muito menos propensas a usar a frase “não é para nós”.”

“E quando eu estava na cama, à noite, ouvindo o vento nas árvores e os ratos no sótão, não era com Debbie Reynolds no papel de Tammy ou com Sandra Dee no papel de Gidget que eu sonhava: era com Yvette Vickers em O ataque das sanguessugas gigantes ou Luana Anders em Demência 13. Nada de coisas bonitinhas, nada de coisas edificantes, nada de Branca de Neve e os sete anões idiotas. Aos 13 anos, eu queria monstros que devoravam cidades inteiras, cadáveres radioativos que saíam do mar e comiam surfistas e moças de sutiã preto de aparência vulgar.”

“— Quando você escreve, está contando uma história para si mesmo — disse ele. — Quando reescreve, o mais importante é cortar tudo o que não faz parte da história.”

“…escreva com a porta fechada, reescreva com a porta aberta. Em outras palavras, você começa escrevendo algo só seu, mas depois o texto precisa ir para a rua. Assim que você descobre qual é a história e consegue contá-la direito — tanto quanto você for capaz —, ela passa a pertencer a quem quiser ler.”

“Certa vez eu disse que ia me alistar e ir para lá talvez fosse bom para mim — com certeza, daria para escrever um livro sobre o assunto. — Não seja idiota, Stephen — retrucou ela. — Do jeito que você enxerga, seria o primeiro a levar um tiro. E morto não escreve livro.”

“Se gente ferrenhamente sóbria pode transar como se estivesse fora de si — e pode estar de fato fora de si no momento de êxtase —, por que os escritores não podem ficar ensandecidos e ainda assim continuar sãos?”

“Havia também uma ética de trabalho no poema que me agradava, pois sugeria que escrever poesia (ou histórias ou ensaios) tinha tanto em comum com varrer o chão quanto com momentos místicos de revelação.”

“Tabby (esposa de SK), no entanto, jamais demonstrou qualquer dúvida. O apoio dela era constante, uma das poucas coisas com que eu podia contar. E sempre que vejo um primeiro romance dedicado à mulher (ou ao marido), sorrio e penso: “Aí está alguém que sabe”. Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em você faz muita diferença. Eles não precisam fazer discursos motivacionais. Basta acreditar.”

“Para mim, a escrita é sempre melhor quando é íntima, tão sexy quanto pele na pele.”

“Antes de Carrie, a estranha eu tinha escrito três romances: Fúria, A longa marcha e O concorrente foram publicados depois. Fúria é o mais perturbador de todos. A longa marcha deve ser o melhor. Nenhum deles, porém, me ensinou as lições que aprendi com Carrie White. A mais importante delas é que a percepção original do escritor sobre um personagem ou personagens pode ser tão equivocada quanto a do leitor. A segunda lição, quase tão importante quanto a primeira, foi perceber que parar uma história só porque ela é emocional ou criativamente custosa é uma péssima ideia. Às vezes é preciso perseverar, mesmo quando não se tem vontade, e às vezes você está fazendo um bom trabalho mesmo quando parece estar sentado escavando merda.”

“Um amigo meu que passou por isso conta uma historinha interessante sobre a primeira tentativa que fez de assumir o controle de sua vida cada vez mais fora dos trilhos. Ele foi a um terapeuta e disse que a mulher estava preocupada com seu vício em bebida. — E quanto você bebe? — perguntou o terapeuta. Meu amigo olhou incrédulo para o homem. — Tudo — respondeu, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. Eu sei como ele se sentiu. Já faz quase 12 anos que não bebo, e ainda fico espantado ao ver alguém em um restaurante com uma taça de vinho pela metade ao alcance da mão. Tenho vontade de levantar, ir até lá e gritar na cara da pessoa: “Beba logo isso! Por que você ainda não bebeu tudo?” Eu acho absurda a ideia de beber socialmente — se você não quer ficar bêbado, por que não toma uma Coca-Cola?”

“Em meados de 1986, escrevi Os estranhos, geralmente trabalhando até meia-noite com o coração a 130 batimentos por minuto e cotonetes enfiados no nariz para estancar o sangramento causado pela cocaína.”

“Escritores viciados não passam de pessoas viciadas — bêbados e drogados comuns, em outras palavras. Qualquer defesa de drogas e álcool como necessidade para embotar sensibilidades mais refinadas não passa de conversa autopiedosa para boi dormir.”

“Começa assim: coloque sua mesa em um canto e, todas as vezes em que se sentar para escrever, lembre-se da razão de ela não estar no meio da sala. A vida não é um suporte à arte. É exatamente o contrário.”

“Leio onde posso, mas tenho um lugar favorito, como você também deve ter — um lugar com boa luz e vibrações positivas. Para mim, é a cadeira azul que fica no escritório. Para outros, pode ser o sofá na varanda, a cadeira de balanço na cozinha ou talvez a cama — ler deitado pode ser uma maravilha, desde que a iluminação seja boa e a pessoa não seja dada a derrubar café ou conhaque nos lençóis.”

“Você pode encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero — aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está em seu coração e em sua mente. Você pode ficar com os punhos cerrados e os olhos apertados, pronto para quebrar tudo e dar nome aos bois. Pode ser que você queira que uma garota se case com você, ou deseje mudar o mundo. Encare a escrita como quiser, menos levianamente. Deixe-me repetir: não encare a página em branco de maneira leviana.”

“Gostaria de sugerir que, para escrever com o máximo de suas habilidades, convém construir sua própria caixa de ferramentas e depois trabalhar a musculatura para carregá-la com você. Assim, em vez de topar com um trabalho difícil e desanimar, talvez você saiba pegar a ferramenta certa e partir para o trabalho imediatamente.”

“Lembre que a regra básica do vocabulário é: use a primeira palavra que lhe vier à cabeça, se for adequada e interessante. Se hesitar e ponderar, você vai encontrar outra palavra — claro que vai, sempre existe outra palavra —, mas é bem provável que ela não seja tão boa quanto a primeira, ou tão próxima do que você realmente quer dizer.”

“E não é simples ser o cara do lado receptor. “[Will Strunk] sentia que o leitor estava em grandes apuros a maior parte do tempo”, escreveu E. B. White na introdução de The Elements of Style — “é um homem atolado em um pântano, e o dever de qualquer um que tente escrever é drenar esse pântano rapidamente para levar o leitor a algum lugar seco, ou ao menos lhe jogar uma corda”. E lembre-se: “o escritor jogou a corda”, não “a corda foi jogada pelo escritor”. Faça-me o favor.”

“Alguém por aí agora está me acusando de ser chato e detalhista. Eu nego. Acredito que a estrada para o inferno esteja pavimentada com advérbios, e vou continuar bradando isso aos quatro ventos.”

“Dizendo de outra forma, advérbios são como dentes-de-leão. Se você tem um no seu gramado, ele é bonito e singular. Se, no entanto, você não arrancá-lo, vai encontrar cinco deles no dia seguinte… cinquenta no outro… e depois, irmãos e irmãs, seu gramado estará total, completa e extravagantemente coberto com dentes-de-leão. Então você vai enxergá-los como as pragas que realmente são, mas aí — GLUP! — será tarde demais.”

“Estou convencido de que o medo é a raiz de toda má escrita.”

“…e não esqueça que usar advérbios é humano, mas escrever “disse ele” ou “disse ela” é divino.”

“Na ficção, o parágrafo é menos estruturado — é a batida, não a melodia. Quanto mais ficção você lê e escreve, mais verá seus parágrafos se formando por conta própria. E é isso que você quer. Ao escrever um texto, é melhor não pensar demais sobre o início e o fim dos parágrafos; o truque é deixar a natureza seguir seu curso. Se depois você não gostar, é só corrigir. É isso que significa reescrever.”

“A língua nem sempre usa gravata e sapato social. O objetivo da ficção não é a correção gramatical, mas fazer o leitor se sentir à vontade e, depois, contar uma história…”

“Escrever é seduzir. Falar bem é parte da sedução. Se não fosse, por que tantos casais começariam a noite jantando e a terminariam na cama?”

“Palavras criam frases; frases criam parágrafos; às vezes, parágrafos dão sinal de vida e começam a respirar.”

“Estou chegando ao coração deste livro com duas teses, ambas simples. A primeira é que a boa escrita consiste em dominar os fundamentos (vocabulário, gramática, elementos de estilo) e depois colocar os instrumentos certos na terceira bandeja de sua caixa de ferramentas. A segunda é que, embora seja impossível transformar um escritor ruim em competente, e embora seja igualmente impossível transformar um escritor bom em um incrível, é sim possível, com muito trabalho duro, dedicação e conselhos oportunos, transformar um escritor meramente competente em um bom escritor.”

“Se você quer ser escritor, existem duas coisas a fazer, acima de todas as outras: ler muito e escrever muito. Que eu saiba, não há como fugir dessas duas coisas, não há atalho.”

“Quase todo mundo se lembra de quando perdeu a virgindade, e a maioria dos escritores se lembra do primeiro livro que lhe trouxe à mente o pensamento: “Eu consigo fazer melhor que isso. Porra, eu já estou fazendo melhor do que isso!” Nada mais encorajador para o escritor novato do que perceber que seu trabalho é inquestionavelmente melhor do que o de alguém que ganha para escrever.”

“Se você não tem tempo de ler, não tem tempo (nem ferramentas) para escrever. Simples assim.”

“O talento faz a própria ideia de ensaio parecer sem sentido; quando alguém encontra algo em que seja talentoso, a pessoa faz aquilo (seja o que for) até os dedos sangrarem ou os olhos quase caírem das órbitas. Mesmo quando não há ninguém ouvindo (ou lendo, ou assistindo), todo esforço é digno de aplausos, porque a pessoa, como criadora, está feliz. Quem sabe até em êxtase. Isso vale para a leitura e a escrita, como vale para tocar um instrumento musical, marcar um gol ou correr o revezamento 4×400.”

“O programa exigente de leitura e escrita que defendo — quatro a seis horas por dia, todos os dias — não vai parecer exaustivo se você realmente gostar de fazer e tiver aptidão para as duas coisas;…”

“Quando não escrevo todos os dias, os personagens começam a apodrecer em minha cabeça — começam a parecer personagens, em vez de gente de verdade.”

“Ainda assim, acredito que a primeira versão de um livro — mesmo longo — não deva demorar mais que três meses, a duração de uma estação. Se demorar mais — para mim, pelo menos —, a história começa a parecer meio estranha, nada familiar, como um despacho do Departamento de Relações Públicas da Romênia ou algo transmitido em ondas curtas de alta frequência durante um período de intensa atividade solar.”

“Gosto de escrever dez páginas por dia, o que dá cerca de 2 mil palavras.”

“Dizem que John Cheever escrevia no porão de seu apartamento na Park Avenue, perto da caldeira. O espaço pode ser humilde (provavelmente deve ser, como acho que já sugeri) e só precisa realmente de uma coisa: uma porta que você possa fechar. A porta fechada é a maneira de dizer ao mundo e a você mesmo que o assunto é sério. Você assumiu o compromisso de escrever e pretende dançar a dança, bem como dizer o que precisa ser dito.”

“Se possível, não tenha telefone em sua sala. E não coloque televisão ou vídeo games que possam distraí-lo. Se tiver janela, feche as cortinas ou baixe as persianas, desde que elas não deem para uma parede nua. Para qualquer escritor, e em particular, para o iniciante, é aconselhável eliminar todas as distrações possíveis. Se você continuar a escrever, começará a filtrar as distrações naturalmente. No início, porém, é melhor tomar providências para afastá-las antes de começar. Eu trabalho ouvindo música alta — adoro bandas de hard rock como AC/DC, Guns n’ Roses e Metallica —, pois, para mim, é mais uma maneira de fechar a porta. A música me envolve e mantém o mundo lá fora. Quando escreve, você quer se afastar do mundo, não é? Claro que quer. Quando você escreve, está criando seus próprios mundos.”

“Acho que, na verdade, estamos falando de sono criativo. Como seu quarto, sua sala de escrita deve ser privativa, um lugar aonde você vai sonhar.”

“Escreva o que quiser, depois encharque a história de vida e a torne única, acrescentando seu conhecimento pessoal e intransferível do mundo, da amizade, do amor, do sexo e do trabalho. Especialmente do trabalho. As pessoas adoram ler sobre trabalho. Sabe-se lá por quê, mas adoram.”

“De meu ponto de vista, histórias e romances se dividem em três partes: narração, que leva a história do ponto A para o ponto B e, por fim, até o ponto Z; descrição, que cria uma realidade sensorial para o leitor; e diálogo, que dá vida aos personagens através do discurso.”

“…situação vem primeiro. Os personagens — sempre rasos e sem características, no início — vêm depois.

“A descrição começa na imaginação do escritor, mas deve terminar na do leitor.”

“…uma das principais regras da boa ficção é nunca dizer algo que você pode, em vez disso, nos mostrar…”

“Algumas pessoas não querem ouvir a verdade, mas isso não é problema seu. O problema seria querer ser escritor sem querer ser sincero. A fala, seja feia ou bonita, é um índice de caráter; também pode ser uma lufada de ar puro em um cômodo que algumas pessoas preferem manter fechado. No fim das contas, não importa se os diálogos de sua história são sagrados ou profanos, o que importa é saber como eles soam na página e no ouvido. Se quiser que soem verdadeiros, é preciso falar. Mais importante ainda, é preciso se calar e ouvir os outros falando.”

“Tudo o que eu disse sobre diálogos também vale para a construção de personagens ficcionais. O trabalho se resume a duas coisas: prestar atenção ao comportamento das pessoas reais à sua volta e dizer a verdade sobre o que vê.”

“…acho que você vai descobrir, se continuar a escrever ficção, que todos os personagens têm um pouco do autor.”

“Quando escreve um livro, o autor passa dias e dias procurando e identificando as árvores. Quando acaba, é preciso dar um passo para trás e contemplar a floresta.”

“…começar com as questões e as preocupações temáticas é receita certa para má ficção. A boa ficção sempre começa com a história e progride até chegar ao tema, ela quase nunca começa com o tema e progride até chegar à história.”

“…não conseguia escrever?” As coisas mais importantes a lembrar sobre o pano de fundo são: a) todo mundo tem uma história, e b) a maior parte dela não é muito interessante. Concentre-se nas partes que são e não se deixe levar pelo resto.”

“A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, ok? Ficar feliz. Parte deste livro — talvez grande demais — trata de como aprendi a escrever. Outra parte considerável trata de como escrever melhor. O restante — talvez a melhor parte — é uma carta de autorização: você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai. Escrever é mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. A água é de graça. Então beba. Beba até ficar saciado.”

 

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicoterapeuta. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

Um comentário em “NOTA LITERÁRIA #05 – SOBRE A ESCRITA (STEPHEN KING)

  1. Há uns meses fui à livraria para o comprar e saí de lá com outros dois – Light the Dark, writers on creativity, inspiration and the artistic process; e o Being a writer: advise, musings, essays and experiences from the world’s greatest authors.
    O king ficou na prateleira (apesar de ter contribuído para ambos os livros), está à minha espera.

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