A CADA POUCO EU PRECISO ESCREVER SOBRE AMIZADE

A cada pouco eu preciso escrever sobre amizade, seja um poema, um verso, um texto. A amizade, como uma semideusa, precisa ser enaltecida. Hoje falarei de um amigo que ouso dizer ser o homem com o maior coração do mundo — entre ele e o meu pai, a disputa é acirrada —. E você talvez indagará: mas o que de interessante há sobre algo tão banal? Lhe respondo: potência de agir.

A amizade verdadeira te dá potência de agir, no sentido que te enche de felicidade. Como uma pessoa pode fazer isso? É como se houvesse uma química atávica entre dois amigos. Não estou dizendo que só há felicidade quando dois amigos se encontram, mas sempre há uma coisa: química. Quando abracei o Murilo depois de tanto tempo, senti que a vida valia a pena. É transcendental. É como tomar café com toda a família em um final de semana com aquela mesa farta que só uma verdadeira mãe consegue prover; você olha tudo aquilo e por um instante é quase possível agarrar a felicidade pelas mãos.

Eu e ele passamos horas e horas tomando cerveja, conversando e jogando videogame, como nos velhos tempos. A conversa fluía como há dez anos, sem tirar nem botar. Estávamos a uns três anos sem nos ver e parecia que eu o tinha visto no dia anterior. Claro que estamos mais maduros em relação à vida e suas nuances, mas continuamos as mesmas crianças que se tornaram melhores amigos na infância. Digo isso pelo fato de termos o mesmo sentimento lúdico ao estarmos juntos.

É piegas? Sim, mas dane-se. Às vezes ficamos tão fechados no nosso cotidiano e acabamos por esquecer que momentos como este fazem valer o dia, o ano, a vida. Muitas vezes, as pessoas que convivem comigo, dizem que sou muito reservado, muito “no meu canto”, o que é uma verdade ululante, porém, dou muito valor para momentos com pessoas de coração, pessoas que pulsam e me fazem pulsar, e o Murilo é um destes caras.

Espero que todos tenham um “Murilo” na vida. Aquele cara real que tu sabe que pode confiar; sabe que na pior — e na melhor — das hipóteses, ele estará lá, seja para te ouvir, seja para falar, seja para te fazer rir, ou para te fazer chorar. A questão é que o “Murilo” é um ser humano raro, e você sabe exatamente o porquê.

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4 comentários em “A CADA POUCO EU PRECISO ESCREVER SOBRE AMIZADE

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