NOTA LITERÁRIA #04 – IT: A COISA (STEPHEN KING)

Depois de quase três meses, consegui finalizar esta obra de quase 1200 páginas. É o segundo livro que leio do King; o primeiro foi O Iluminado. E uma das coisas que mais me chamou a atenção no “Mestre do Terror” é a maneira de como ele faz com que fiquemos presos à história. Ele está no presente, e então vai para o passado, e volta novamente. Mas tudo isso sem perder a linha da narrativa, ao contrário, deixa tudo mais palatável e lógico.

Como vocês sabem, minha intenção aqui não é fazer uma resenha, mas falar minhas impressões e sensações quanto à leitura da obra e depois postar as notas que marquei no livro. Já aviso que pode ter SPOILERS, então, cuidado.

It: A coisa, sem dúvidas, foi uma das histórias mais ricas em detalhes que já li. Ela não é complexa e muito menos difícil de ler, mas é absurdo o nível de pormenores que King consegue prover para cada cena, para cada personagem e principalmente para a cidade fictícia, Derry. Ele cita as ruas, os estabelecimentos, o clima, as histórias da cidade, as pessoas que moram ali e tudo isso indo para o passado e depois voltando para o presente. Ele conta como foi a formação de Derry, assim como os principais acontecimentos que ocorreram durante os anos. É algo tão rico que qualquer um que ler, traçará um mapa mental da cidade e de tudo que acontece ali. Se King pecou em algo, foi pelo excesso.

Os sete amigos inseparáveis Bill, Richie, Eddie, Bev, Ben, Mike e Stan nos remetem imediatamente à nossa infância, com toda aquela inocência de crianças, com as chacotas, os medos, as alegrias, as fantasias e as dúvidas consigo mesmo. Todos os sete têm características que tornam tudo isso mais evidente.

Bill era gago, Richie era o palhaço da turma, Eddie era o “sensível” e super protegido pela mãe, Ben era gordo, Mike era negro, Stan era judeu. Mas e Bev? A Beverly, a única menina do grupo, que era linda com aqueles cabelos ruivos, sofria abusos em casa pelo pai, que a espancava quando ela o desobedecia. Foi o grupo de amigos perfeitos criados por Stephen King para enfrentar todo o mal que assola Derry.

A história é contada em paralelo com eles já adultos, que achei uma maneira bem interessante e inteligente de King. Ou seja, há capítulos que ele conta os eventos de 1957 e 58 e outros em 1984 e 85; e ainda outros que ele mistura os dois. Isso facilita o entendimento da narrativa e a deixa empolgante.

Se você assistiu ao filme, tenho que te dizer que pouca coisa é fiel ao livro, principalmente A Coisa. E agora vem minha decepção com o final da obra: A Coisa é algo muito além de um simples demônio que se traveste de palhaço, ela é algo tão grande e complexa, que King não consegue explicá-la de uma forma lógica. Ele tentou criar algo com um “Macroverso” e uma tal de Tartaruga, que seria uma força do bem, e A Coisa, o mal. Ou seja, digamos que isto fugiu muito do que A Coisa poderia ser. Eu esperava que haveria algo mais “palpável”, mais humano. Além disso, há uma cena no livro em que Bev, ainda quando criança, transa com todos os seis garotos dentro dos esgotos de Derry após enfrentarem A Coisa. A questão da cena não é o ato em si, mas o porquê dele. Ficou sem sentido. Talvez King quis demonstrar que a Bev é o que os unia, que a Bev era amada por todos eles de uma maneira transcendental. Entretanto, isso acontece de repente. Ninguém esperaria por isso. Até aquele momento não havia acontecido nem beijo entre eles e de repente ela está no esgoto escuro, abre seu zíper e pede para que cada um deles a penetre.

Mas isso não tira o fato de It: A Coisa ser uma obra incrível e que merece ser lida por cada pessoa que gosta de um bom romance profundo. Sem falar que It mostra o que é a amizade na infância, o que é o amor entre amigos e como sempre haverá O Clube dos Otários (a turma do Bill) e a turma de Henry, os valentões ignorantes que já possuem algo maligno sem precisar que demônios os influenciem a fazer algo mau.

Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Abaixo estão todas as notas que marquei da obra:

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“Naquele outono de 1957, oito meses antes de os verdadeiros horrores começarem e 28 anos antes do confronto final, Bill Gago tinha 10 anos.”

“De vez em quando alguém ficava louco e matava muita gente (às vezes Chet Huntley contava sobre coisas assim no noticiário noturno), e é claro que existiam comunistas, mas não existia nenhum monstro estranho morando no porão.”

“Tenho um medo quase louco de qualquer outra coisa que eu possa lembrar antes que a noite de hoje acabe, mas o tamanho do medo que eu sinto não importa, porque vai voltar de qualquer jeito. Está tudo aqui, como uma bolha enorme crescendo na minha mente.”

“Talvez seja por isso que Deus nos fez crianças primeiro e nos colocou mais perto do chão, porque Ele sabe que é preciso cair muito e sangrar muito pra aprender essa simples lição. Você paga pelo que recebe, você é dono daquilo pelo que pagou… e mais cedo ou mais tarde, o que é seu volta pra casa, pra você.”

“Estava olhando para ele, com o rosto cheio de perplexidade e terror, e ele poderia ter sentido pena dela se seu coração já não estivesse tão cheio de pavor por si mesmo.”

“— Odeio quando você grita comigo, Eddie — sussurrou ela. — Myra, odeio quando preciso gritar — disse ele, e ela fez uma careta. Aí está, Eddie, você a machucou de novo. Por que não dá uns socos nela? Isso provavelmente seria mais delicado. E mais rápido.”

“Sinto como um pássaro deve se sentir quando chega o outono e ele sabe… apenas sabe que precisa voar pra casa. É instinto, querida… e acho que acredito que o instinto é o esqueleto de ferro sob todas as nossas ideias e livre-arbítrio. A não ser que você esteja disposto a tirar a própria vida, acabar com seu futuro, comprar bilhete só de ida pro inferno, tem coisas pras quais não dá pra dizer não. Você não pode recusar sua opção porque não há opção. Não pode impedir que aconteça tanto quanto não dá pra ficar parado na primeira base com o taco na mão esperando a bola de beisebol te acertar. Tenho que ir. Aquela promessa… está na minha mente como um an-anzol.”

“…quando o amor chega antes da puberdade, ele pode vir em ondas tão claras e poderosas que ninguém consegue ir contra seu simples imperativo, e Ben não fez esforço nenhum para isso agora.”

“Ben Hanscom não tinha noção de ser solitário porque nunca teve nada diferente.”

“Ele lembra que amava Bill Denbrough; lembra-se disso muito bem. Bill nunca debochava da asma dele. Bill nunca o chamava de bicha gay. Ele amava Bill como amaria um irmão mais velho… ou um pai. Bill sabia o que fazer. Aonde ir. Coisas a ver. Bill nunca era do contra. Quando você corria com Bill, corria para vencer o diabo e ria… mas raramente ficava sem fôlego. E raramente ficar sem fôlego era demais, era foda demais, Eddie diria para o mundo. Quando você corria com Big Bill, dava hahas todos os dias.”

“Às vezes, acontecimentos são como dominós. O primeiro derruba o segundo, o segundo derruba o terceiro, e não tem mais volta.”

“E sentado ao lado de Richie, nos degraus que levavam ao seminário, ele se lembrou de como os olhos de Georgie se iluminaram quando o barco de papel ficou certo, e no quanto aquela expressão o fez se sentir bem, como se George o achasse fodão mesmo, um cara bom, o sujeito que era capaz de tentar até acertar. Que o fez se sentir, em resumo, um irmão mais velho.”

“— Eles vão ter que viver às custas do governo, eu acho. Era a pior coisa em que Elfrida Marsh conseguia pensar. Perder um filho ou descobrir que tinha câncer não chegavam nem perto. Você podia ser pobre; podia passar a vida fazendo o que ela chamava de “se virando”. Mas no fundo do poço, inferior até à sarjeta, estava o momento em que você tivesse que viver às custas do governo e beber suor da testa dos outros como brinde.”

“Ben estava sorrindo. Naquela noite, antes de dormir, ele repetiria na mente várias vezes seguidas o momento em que ela o beijou.”

“Ele conseguia sentir água escorrendo ao redor dos pés. Encolheu-se contra a porta em uma agonia de medo. Eles estavam muito perto agora. Ele conseguia sentir a proximidade deles. Conseguia sentir o cheiro deles. Alguma coisa estava se afundando em seu quadril conforme ele empurrava a porta sem parar em um esforço maquinal e inútil para escapar.”

“Você pode viver com medo, eu acho, Stan teria dito se conseguisse. Talvez não para sempre, mas por um longo, longo tempo. É com a ofensa que você talvez não consiga viver, porque ela abre uma rachadura dentro do seu pensamento, e se você olhar dentro dela, vê que há coisas vivas ali, e elas têm olhinhos amarelos que não piscam, e tem um fedor naquela escuridão, e depois de um tempo você acha que talvez haja um outro universo lá dentro, um universo em que uma lua quadrada sobe no céu e as estrelas riem com vozes frias e alguns dos triângulos têm quatro lados, e alguns têm cinco, e alguns têm cinco elevado a cinco lados. Nesse universo, podem crescer rosas que cantam. Tudo leva a tudo, ele teria dito para os amigos se pudesse. Vão para suas igrejas e ouçam as histórias sobre Jesus andando sobre a água, mas se eu visse um cara fazendo isso, eu gritaria e gritaria e gritaria. Porque não pareceria um milagre para mim. Pareceria uma ofensa.”

“Ninguém deve se meter com o infinito.”

“E a mãe diz que Laurie Ann estava bem treinada quanto a não se aproximar nem falar com estranhos, uma lição que a maioria das crianças de Derry aprende cedo e aprende bem.”

“Eu morreria por Dewey se ele me pedisse, e apesar de nenhum homem conhecer de verdade o coração de outro, acho que ele também morreria por mim se fosse necessário.”

“Não é possível que, mesmo trinta ou quarenta anos depois da morte de um filho, irmão ou irmã, uma pessoa possa estar meio acordada e pensar naquela pessoa com o mesmo vazio perdido, aquele sentimento de lugares que talvez nunca sejam preenchidos… talvez nem mesmo na morte?”

“…bem, ninguém consegue viver uma vida normal sem ter alguns pesadelos.”

“A morte lenta dele me assustava e enfurecia, mas também me envergonhava; eu achava na época e acho agora que, quando um homem ou uma mulher morre, o processo deveria ser rápido. O câncer estava fazendo mais do que o matando. Estava degradando-o,…”

“Ah, dava pra pegar mulher em qualquer porco, não era preciso nem se esforçar muito (havia muitas que queriam descobrir se o gosto do pão preto era diferente), mas para garotos como eu, Trevor Dawson e Carl Roone, meus amigos naquela época, a ideia de comprar uma prostituta, uma prostituta branca, era uma coisa que exigia reflexão.”

“Foi um sujeito jovem, um soldado chamado Dick Hallorann, cozinheiro, quem sugeriu que poderíamos caprichar e deixar o local bem bonito.” (Dick é o mesmo personagem que King usa em O Iluminado)

“Mike esticou a mão e disse: — Bem-vindo de volta a Derry, Big Bill. Bill ignorou a mão e abraçou Mike. Mike o abraçou com força, e Bill conseguiu sentir o cabelo dele, duro e encaracolado, em seu ombro e na lateral do pescoço.”

“A Coisa está viva, pensou Bill, sentindo frio por baixo da roupa. Olho da salamandra, rabo do dragão, Mão da Glória… fosse o que a Coisa fosse, ela está aqui de novo, em Derry. A Coisa.”

“Houve um momento de silêncio e a sala acabou explodindo em gargalhadas. Bill andou até eles e começou a apertar mãos, e apesar de haver alguma coisa de horrível no que ele sentia agora, havia também algo reconfortante: a sensação de ter voltado para casa de vez.”

“— A nós — disse Richie, e como a mão de Bill, sua voz tremeu um pouco. — Ao Clube dos Otários de 1958.”

“E quando um homem escreve, ele pensa melhor… ou talvez apenas mais especificamente.”

“…ele concluiu que crianças eram melhores em quase morrer, e também eram melhores em incorporar o inexplicável à vida. Elas acreditavam implicitamente no mundo invisível.”

“Uma vez, ele viu a própria Greta, com uma limonada em uma das mãos e o martelo de croquet na outra, magra e bonita muito além das palavras de todos os poetas…”

“Por que uma garota bonita como Greta Bowie iria querer convidar um garoto como ele? Ele era magro, asmático e tinha o rosto de um rato afogado.”

“— Dois caras que se dão ao trabalho de manter a casa tão arrumada só podem ser bichas — disse a mãe de Eddie uma vez”

“Cabelos de fogo como brasas no inverno. Meu coração queima.”

“Ela não dava risadinhas nem ficava vermelha quando o via, nem escrevia o nome dele com giz em árvores nem nas paredes da Ponte do Beijo. Apenas vivia com o rosto dele no coração o tempo todo, um tipo de dor doce e sofrida. Ela teria morrido por ele.”

“Não muito, mas vivo bem com minha aposentadoria. Eu morava na Suécia quando criança. Vim para este país em 1920, com 14 anos e sem dinheiro, que é a melhor maneira de aprender o valor dele, você não acha?”

“Ele não era muito bom no começo; estava empolgado demais para ser bom. Mas entendeu seu potencial de não ser apenas bom no trabalho, mas excelente, e saber disso foi o bastante para que ele ficasse no sétimo céu, em uma nuvem de euforia. Ao mesmo tempo, ele começou a entender o grande princípio que movia o universo, pelo menos a parte do universo relacionada a carreiras e sucesso: você encontrava o louco que estava correndo dentro de você e fodendo sua vida. Você o encurralava em um canto e o agarrava. Mas não o matava. Ah, não. Matar era bom demais para aquele merdinha. Você colocava um arreio no pescoço dele e começava a arar.”

“Havia uma força naquelas músicas, uma força que parecia pertencer a todos os garotos magrelos, garotos gordos, garotos feios, garotos tímidos, os otários do mundo, em resumo.”

“Ele andou pela rua Witcham e fez uma pausa perto do bueiro onde George encontrou seu fim naquele dia chuvoso de outubro em 1957. Ele se agachou e olhou dentro, uma abertura nas pedras do meio-fio. Seu coração estava batendo com força, mas ele olhou mesmo assim. — Sai daí, vamos — disse ele em voz baixa, e tinha a ideia não muito louca de que sua voz estava flutuando por corredores escuros e molhados, não sumindo, mas se propagando continuamente, se alimentando dos próprios ecos, quicando em paredes de pedra cobertas de limo e em maquinário há muito quebrado. Ele a sentiu flutuar sobre águas paradas e sujas e talvez sair suavemente por cem diferentes ralos em outras partes da cidade ao mesmo tempo.”

“Estava completamente apavorada agora. Ela não sabia que podia existir tanto pavor no mundo. O filho da puta maluco ia matá-la.”

“Freddie não queria que ela fosse; Bill não queria que ela fosse; então por que seu coração estava gritando que ela tinha que ir? Ela fechou os olhos. Meu Deus, me sinto tão confusa…”

“Mas é claro que ele não podia fazer isso, porque eles só estavam esperando que ele dissesse a eles o que fazer agora. Eles tinham chegado a uma conclusão assustadora e precisavam que ele dissesse o que fazer com ela. Por que eu?, ele queria gritar para os amigos, mas é claro que ele sabia isso também. Era porque, gostando ou não, ele tinha sido designado para a posição. Porque ele era o homem das ideias, porque tinha perdido um irmão para o que quer que aquilo fosse, mas, mais do que tudo, porque tinha se tornado, de uma forma obscura que jamais entenderia completamente, o Big Bill.”

“Comer naquela frieza roubava o gosto da comida; era como comer jantares congelados que nunca foram colocados no forno.”

“Ele soca postes de montão e insiste que vê assombração.”

“— Algumas coisas precisam ser feitas mesmo quando existe risco. Foi a primeira coisa importante que aprendi…”

“…a criança em você ia se esgotando, como o ar em um pneu. E um dia você se olhava no espelho e havia um adulto olhando para você.”

“Estava agradavelmente fresco ali embaixo, deliciosamente secreto.”

“— Tudo que estou dizendo, Eddie, é que você não está fisicamente doente. Seus pulmões não têm asma; sua mente tem.”

“Acho que foi a primeira dor verdadeira que senti na vida, diria ele para os outros. Não foi como eu achava que seria. Não acabou comigo como pessoa. Acho… que me deu base de comparação, pude descobrir que ainda dava para existir dentro da dor, apesar da dor.”

“Talvez, pensou ele, não existam coisas como amigos bons ou ruins. Talvez existam só amigos, pessoas que ficam ao seu lado quando você se machuca e que ajudam você a não se sentir muito sozinho. Talvez valha a pena sentir medo por eles, sentir esperança por eles e viver por eles. Talvez valha a pena morrer por eles também, se chegar a isso. Não amigos bons. Não amigos ruins. Só pessoas com quem você quer e precisa estar; pessoas que constroem casas no seu coração.”

“A Coisa estava vindo, vindo de seu esconderijo imundo e de sua catacumba negra debaixo da terra, com os olhos brilhando em um tom verde-amarelado selvagem, vindo, vindo; a Coisa estava vindo.”

““Você tem que perder Não pode vencer sempre.”

“Bebida barata hoje, uma baita ressaca amanhã.”

“Assim era Derry nos primeiros vinte anos do século XX: agito, bebida e sexo.”

“O que nos ensinaram desde a primeira infância é que o monstro te come quando finalmente te alcança no meio da floresta. É talvez a pior coisa que possamos conceber. Mas é de fé que os monstros vivem, não é? Sou levado irresistivelmente a essa conclusão: a comida pode ser vida, mas a fonte de poder é a fé, não a comida. E quem é mais capaz de um ato total de fé do que uma criança?”

“Coloque outra moeda na jukebox, pensou ele. Essa canção se chama “O Que Ela Não Souber Não Vai Magoá-la”. Mas magoa em alguma parte. Nos espaços entre as pessoas, talvez.”

“Se você cuidasse da Coisa, a Coisa cuidava de você. As coisas sempre foram assim em Derry.

‘Ele vendia pesadelos para os outros, essa era a área dele, mas, para ela, ele nunca deu nada além de paz.”

“Mas uma estaca é apenas madeira idiota; a mente é o martelo que a enfia no lugar certo.”

“…e por aquele tempo curto, a escuridão foi gentil.”

“…e é claro que, se Andrew Keene estivesse no lado de baixo da Torre, ele teria partido do mundo na mesma hora. Mas Deus favorece os bêbados, as crianças pequenas e os profundamente entorpecidos;”

“— Nada dura para sempre — repetiu Richie. Ele olhou para Bill, e Bill viu lágrimas cortarem lentamente a sujeira na bochecha de Richie. — Exceto o amor, talvez — disse Ben.”

“Ele correu para vencer o diabo.”

“se a vida ensina alguma coisa, é que há tantos finais felizes que o homem que acredita que Deus não existe precisa questionar seriamente sua racionalidade.”

“Seja verdadeiro, seja corajoso, enfrente. Todo o resto é escuridão.”

 

 

Um comentário em “NOTA LITERÁRIA #04 – IT: A COISA (STEPHEN KING)

  1. Este foi um escritor que teve enorme influência na minha vida na adolescência e fez com que eu aprendesse muito sobre como contar uma história. Os livros que mais gostei não são os mais conhecidos hoje, mas, realmente, são brilhantes. Li todos em período de dois a três dias. Parava somente para ir ao banheiro. De resto, nem fome sentia… Envio meus preferidos: 1974 – Carrie (Carrie)
    1980 – A Incendiária (Firestarter)
    1981 – Cão Raivoso (Cujo)
    1983 – Christine (Christine)
    1983 – O Cemitério (Pet Sematary)
    1984 – O Talismã (The Talisman, escrito com Peter Straub)
    1987 – Angústia (Misery)
    1991 – Trocas Macabras (Needful Things)
    1992 – Eclipse Total (Dolores Claiborne)
    1994 – Insônia (Insomnia)
    1995 – Rose Madder (Rose Madder)
    1996 – À Espera de Um Milagre (The Green Mile)
    1996 – Desespero (Desperation)
    1998 – Saco de Ossos (Bag of bones)
    2001 – O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher)
    2001 – A Casa Negra (Black House, escrito com Peter Straub)
    2002 – Buick 8 (From a Buick 8)
    2013 – Dr. Sono
    1982 – Quatro Estações (Different Seasons)
    1993 – Pesadelos e Paisagens Noturnas I e II (Nightmares & Dreamscapes)
    1981 – A Autoestrada (Roadwork)
    1984 – A Maldição do Cigano (Thinner)
    1985 – Os Livros de Bachman (The Bachman Books)

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