VOCÊ GOSTA DE ARMAS DE FOGO?

Lhe faço uma pergunta sincera: você gosta de armas de fogo? Talvez não. Aliás, há uma grande probabilidade de você ter asco a um simples revolver. Você com certeza deve ter seus motivos. Isso é um problema? Claro que não. Não somos obrigado a gostar de nada e temos todo o direito de não gostar de algo, e logo, se não gosto, não consumo, não divulgo, não influencio ninguém a consumir ou usar tal objeto.

Reflita! Imagina as pessoas com armas, uma briga de trânsito: tiros, mortos; empurrão numa festa: mais tiros e mortos; brigas diversas: tiros e mais mortos. Seria uma carnificina todos os dias. Os brasileiros não tem maturidade para poder portar uma arma. Não podemos revogar o Estatuto do Desarmamento, pois apesar de quase 60 mil homicídios em 2017 por armas de fogo, sem o Estatuto seria um número muito maior.

Olhemos também para os Estados Unidos: massacres e mais massacres todos os anos graças a armas de fogo, um objeto que é usado apenas para matar. Se policiais que são preparados para atirar morrem aos montes, imagine você, um simples trabalhador… Quem deve nos defender é o Estado. Não podemos nos tornar justiceiros sociais e sair matando bandido. Sem falar que violência gera violência.

É um óbvio ululante que os dois parágrafos acima não se referem à minha opinião. Aquilo são os níveis de argumentos que desarmamentistas usam para te cercear a liberdade de adquirir uma arma. Um discurso demagogo que não se sustenta na teoria e muito menos na prática. Pessoalmente, este debate já foi liquidado, mas quando ouço desinformação circulando por aí sobre armas, não consigo me conter. Os desarmamentistas parecem um bando de urubus, que ficam a espreita de qualquer atentado onde morra inocentes por armas de fogo para então renascerem como fênix, vociferando por aí que o Estado deve dificultar e até mesmo proibir as armas, como se a culpa fosse do simples objeto e quem deve pagar é você.

O último atentado nos Estados Unidos, que ocorreu em Parkland, na Florida, onde um psicopata matou 17 pessoas a sangue frio com um fuzil AR-15, reacendeu o debate entre armamentistas e desarmamentistas. Mas os argumentos usados já citei anteriormente, pois sempre são os mesmos, porém, vou mais a fundo nesta questão: será possível acabar de vez com estes massacres? Não. É impossível de prever o que se passa na cabeça de cada pessoa a todo momento. O mal sempre existirá, independente de sua opinião. O cerne da questão é: qual a lógica de se proibir ou dificultar o acesso às armas para TODOS? Exato, não há lógica, pois no mundo utópico dos desarmamentistas, quando se proíbe as armas, pessoas que fariam o mal, desistem de fazê-lo apenas por não poder comprar LEGALMENTE uma arma. O que é um pensamento infantil. É claro como água que quem vai fazer o mal e planeja fazer o mal, vai para o mercado negro, e lá, conseguirá o que quiser. Acontece a mesma situação com as drogas, ou seja, não adianta proibir. O que faria alguma diferença é armar o bem, que é justamente isso que está sendo debatido nos Estados Unidos: a liberdade de alunos e professores se armar, pois qualquer terrorista/psicopata não duraria 5 minutos num lugar com pessoas armadas.

E nós aqui no Brasil ainda estamos discutindo uma facilidade maior para a posse, ou seja, nem chegamos no porte. Por isso só há duas causas para quem defende o desarmamento da população: ignorância ou mau-caratismo. Então volto ao primeiro parágrafo do meu texto, você tem todo o direito de não gostar de armas, o problema é seu, mas você não tem o direito de cercear a liberdade de quem gosta de armas a ter uma. Resumindo: não gosta de armas? Não compre e viva sua vida feliz sem encher o saco de quem gosta. Seja um desarmamentista na sua propriedade, não em propriedade alheia. Acho que deu para entender, né?

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicoterapeuta. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

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