HÁ DIFERENÇA ENTRE “BANDIDOS” E PESSOAS DE “BEM”?

Um das coisas mais abjetas que ocorre no Brasil hoje é a mentalidade torpe e injusta de que não há diferença entre bandido e pessoas de bem. A mentalidade de que qualquer vida deve ser preservada nos coloca em igualdade com homicidas, estupradores e todas as outras pessoas que agridem propriedades pacíficas. A vida deve ser preservada, com certeza, das pessoas pacíficas. E quando digo pacíficas, quero dizer aquelas que não agridem fisicamente a vida/propriedade de outros indivíduos.

Sei que isso pode soar muito técnico e teórico, mas vamos ao mundo prático: um homem entra em minha propriedade com o objetivo de roubá-la, ou seja, de fazer o mal. Para o meu azar, ele furta diversos bens de valor que demorei anos para conquistar através de trocas voluntárias. Este indivíduo pode ter vários motivos para fazer isso: fome, malandragem, psicopatia, etc. Independente do motivo, ele está cometendo um crime. E antes que alguém pergunte: crime é qualquer agressão física contra propriedade pacífica — lembrando que a vida também é propriedade —. No momento que este indivíduo tentou ou agrediu minha propriedade, automaticamente ele perdeu o direito à sua propriedade. Ou seja, se enquanto o bandido estivesse furtando meus bens, eu, no meu direito natural à legítima defesa atirasse com uma arma de fogo contra ele e em decorrência dos tiros, ele morresse, eu não poderia ser condenado à prisão por apenas me defender.

O caso do Gustavo, cunhado da Ana Hickmann, que matou o bandido (Rodrigo), repito, o bandido que atentou contra a vida de três pessoas pacíficas: Gustavo, Ana Hickmann e Giovana (esposa do Gustavo), é uma aberração e mostra como a justiça brasileira é injusta. O Gustavo entrou em luta corporal com o bandido, repito de novo, o bandido que ameaçava a vida dos três. Por sorte, conseguiu pegar a arma e matar, com 3 tiros na nuca, o Rodrigo. O promotor de justiça Francisco Santiago ousou dizer que isso foi “excesso de legítima defesa” e pediu pena de 6 a 20 anos para o Gustavo. Pare para pensar nisso: Gustavo pode ser preso por defender pessoas de bem.

E agora eu pergunto: realmente não há diferença nenhuma entre Gustavo e Rodrigo? Talvez, se olharmos os dois, lado a lado, não, realmente, não há diferença, porém, todo indivíduo age, e são nas suas ações que podemos ver a diferença ululante que existe entre os dois: um agrediu pessoas pacíficas, o outro as defendeu de uma agressão. Acabou o debate!

E eu sei que existem crimes mais brandos e crimes violentos, e que a pena deve ser diferente para cada um deles. Ok, mas o ponto não é este. O ponto central é que no momento que eu ajo, mostro quem sou. Uma ação minha de tomar à força um bem de outro indivíduo, por exemplo, me torna um bandido naquele momento. Mesmo que esta minha agressão tenha uma justificativa. Eu posso estar roubando para alimentar meu filho, sim, mas isso não nega o fato que eu agredi propriedade alheia. Isso não nega o fato que sou um criminoso e devo pagar pelo que fiz, pois o indivíduo pacífico não tem culpa se meu filho passa fome, ou se minha vida é uma merda, ou se eu sofro de alguma doença mental.

O mais cômico é que somos obrigados a ver intelectuais, e cito uma aqui, Marcia Tiburi, defendendo em vídeo que é a favor do assalto, pois o capitalismo “contamina as pessoas”. Será que só eu acho isso uma aberração? Esta inversão moral onde a vítima se torna culpada precisa ter fim. Uma “intelectual” que se diz “do bem” e que escreveu um livro chamado “Como Conversar com um Fascista” que não dialoga; outras que dizem defender as mulheres, mas são contra penas mais severas para estupradores e contra o porte de armas para civis; outros que dizem defender os pobres, mas são a favor de um Estado que taxe cada vez mais os ricos e as empresas, na quimera nefasta que isso ajude os menos abastados; enfim, gente que propaga um discurso que não se sustenta pela lógica. Deve ser por isso que sempre fogem dos debates, e quando não fogem, apenas vociferam uma palavra que nem sabem o significado: “FASCISTAS!”

Será que ainda preciso responder qual a diferença entre um “bandido” e uma “pessoa de bem”?

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