QUANDO O AMOR ACONTECE

Nunca foi fácil amar, já falei isso inúmeras vezes. Nos tornamos de certa forma refém da pessoa amada. É como se venerássemos um Deus só nosso. Mas apesar desta minha visão trágica do amor, sei que quando ele acontece, vivemos os momentos mais felizes de nossas vidas, como também podemos viver os piores; e mesmo correndo este risco, sempre vou pagar pra ver. Não devemos desistir do amor, nunca.

O amor muda tua alma. Faz você repensar todas as imundices que cometera ao mesmo tempo que faz você fazer as maiores loucuras de sua vida. O amor é para poucos, ainda mais no mundo contemporâneo, onde um amor estraga e você apenas troca por um mais novo. Mas o amor verdadeiro é sem garantia e com defeito.

Às vezes o amor é tão sutil que somos incapazes de perceber que estamos vivendo o melhor de nossas vidas. Às vezes ele é tão avassalador que te deixa retardado, bobo. Tu não entende como alguém pode te mudar tanto a ponto de fazermos coisas que nunca faríamos caso estivéssemos solteiros ou com apenas outro alguém que não amamos.

Quando converso com meu pai sobre amor, ele sempre dá o seu exemplo pessoal. Segundo ele, quando tinha minha idade sonhava em se apaixonar por uma mulher, mas quando achava que estava apaixonado, na verdade era só uma paixão efêmera. Porém, quando conheceu minha mãe, ele se apaixonou de verdade a ponto de primeiro conquistar o filho que minha mãe já tinha, e só depois conquistar ela. Abandonou todas as suas “ficantes” da época, ia atrás da minha mãe onde quer que ela estivesse, independente do horário que fosse. Então finalmente ela deu uma chance pra ele, e desde então, sempre que meu pai me conta esta história, dá para perceber o brilho em seus olhos e a alegria de ter conquistado o amor de sua vida.

Minha mãe fala que aprendeu a amar meu pai com o tempo. Ela demorou a se entregar de corpo e alma a ele. Mas então ela se apaixonou pelo jeito, pelas atitudes e principalmente pelo homem que ele é. O amor aconteceu! Ainda bem, caso contrário eu não estaria aqui hoje. Hahaha.

É como eu disse, o amor pode ser avassalador, como foi para o meu pai, ou pode ser sutil, como foi para a minha mãe, mas ambos são amor.

E não se escolhe quando vai amar. O amor simplesmente acontece, te prende e não há nada que você possa fazer a não ser lutar por ele. Meu pai não escolheu amar minha mãe. Quando percebeu estava em uma prisão por conta própria desejando nunca mais sair dela.

Vejo pessoas procurando pares perfeitos, vejo pessoas resistentes à mudanças dentro de uma relação, vejo pessoas esperando no amor uma vida de ineditismo todo dia. Paremos de procurar pares perfeitos, paremos de resistir à mudanças, paremos de achar que no amor tudo precisa ser inédito. É tudo ao contrário: o amor é defeito, o amor é mudança da alma, o amor acontece no cotidiano. Simples, né!?

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