CARTA À MINHA FAMÍLIA

De: Guilherme Müller Angra em 30/12/2014
Para: Ivan Luiz Carniel Angra; Ivete Müller Angra e; Caetano Müller Angra

Pai, mãe, irmão, estes últimos dias fiquei a refletir sobre o nosso vínculo familiar. Sobre como nos relacionamos um com o outro. Na minha colação de grau, quando estava sentado lá no palco, observei vocês de longe a me olhar, todos com um extenso sorriso. Me emocionei de coração. A mãe, como sempre, estava a chorar, o pai, como era de se esperar, ficou a me acenar com as mãos, e meu irmão estava com o celular registrando o momento.

Se hoje sou quem sou, devo grande parte disso a vocês. Desde pequeno aprendi o valor das coisas, aprendi a ser educado, a respeitar as pessoas, a ser gentil, a ser recíproco com aqueles de bom caráter. Aprendi a importância de criar vínculos verdadeiros e duradouros. É difícil pensar em um dia perder qualquer um de vocês, aliás, melhor nem pensar nisso, mas vai acontecer, e preferia nem estar aqui para ver tal tragédia.

Não sei se Deus existe, mas sei que fui abençoado por alguém, por uma força ou até mesmo pelo acaso por tê-los na minha vida. É fundamental e eu diria até essencial ter uma família assim, pois é uma base fortificada que te apoia e te coloca no devido lugar quando a vida te chuta, e pode ter certeza, ela vai te chutar, a questão é até onde você aguenta apanhar.

Não somos perfeitos, longe disso, temos nossas brigas, nossas diferenças, nossas particularidades, nossos erros, nossos acertos. Mas sei que quando eu precisar de qualquer um, a qualquer momento, a qualquer hora, vocês estenderão as mãos. Isso me traz uma segurança imensa pra acertar e errar. Às vezes as pessoas passam a vida inteira naquela maçante rotina diária sem tempo para nada, nem para sua família. Não quero ser mais um desses.

Então quero agradecer por tudo, principalmente pelo amor incondicional que recebo desde meu nascimento, durante todos os dias da minha vida. É gratificante e recompensador poder contar com cada um à sua maneira. Hoje estamos longe uns dos outros, pelo menos fisicamente, mas sinto vocês onipresentes a cada passo que dou. Muito obrigado, amo-os.

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