REFUTANDO UMA FEMINISTA

Ao ler este texto aqui: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/porque-fetiche-nao-se-discute/ fiquei com a obrigação de refutá-lo. Ela começa o seu texto assim: “Acontece que a hipocrisia humana não conhece nem mesmo os limites sexuais. Pensei sobre isso outro dia, quando ouvi um diálogo – no mínimo – revoltante. “Eu já fiquei com mulheres.” “Sério? (cara de babaca assustado)”. “Sério. Você não curte?” Curto, mas só com as vagabundas. Você é minha namorada.” Não preciso nem dizer que, a partir de então, ela não era mais a namorada dele. É lamentável, mas muitas pessoas – muitas mesmo – ainda cultivam talvez o preconceito mais incompreensível de todos: o preconceito sexual”.

Primeiro ponto: qual é o problema se o cara não quer que sua NAMORADA fique com outra? Não há problema nenhum nisso. Namorada é namorada. E lamentável é a mulher terminar o namoro pelo fato do homem não querer que ela fique com outra, ou outros. E a autora continua:

“Gente como o ex-namorado babaca da minha amiga. Gente que vê gang bang na internet mas discrimina swingers, que tem preconceito com lésbicas mas ainda acha que precisam de um pau entre elas. “Não curto, mas se eu puder participar…” Gente que faz um sexo idiota e limpinho e vai dormir a ponto de explodir de tesão, sonhando com a putaria louca que, na verdade, queria ter feito. Gente que arregala os olhos cheios de preconceito ao ouvir o fetiche alheio, enquanto guarda o seu bem escondido – afinal, o que é que vão pensar?”

Preconceito todos nós temos, e daí? Você tem preconceito contra homens, aliás, os deve discriminar pelo fato de ser uma militante feminista. E daí que ele vê gang bang (prática sexual onde a mulher transa com 4 ou mais homens) na internet e se masturba com isso? Agora porque o homem vê um gang bang, tem que deixar a NAMORADA dele levar piroca dos outros, caso contrário ele está sendo machista e preconceituoso? Vá lavar uma louça! E outra, a melhor parte do sexo (desejo), é aquela que fica escondida, aquela que se mostra recatada na frente dos outros, mas dentro de quatro paredes é um furacão, pois a coisa mais broxante que existe é uma mulher que fala aos quatro ventos que faz e acontece, tirando toda expectativa do homem (ou mulher) e fazendo a transa ficar tão previsível quanto uma feminista.

Mulher que é mulher sabe fazer um homem ficar louco sem ser vulgar, pois não tem coisa mais sem graça que mulher vulgar, e quando digo vulgar, é justamente essas que contam todos os seus fetiches para todo mundo ouvir, e depois ainda querem chamar os homens – os que não querem namorar com elas – de machistas. Por experiência pessoal, os homens nunca irão namorar mulheres vagabundas, e não estou aqui dizendo que ser vagabunda é ruim ou é feio. Óbvio que não, qual o homem que não curte uma boa trepada com uma vagabunda? Mas é só isso, uma boa trepada. Porque de manhã, o que o cara mais quer é que ela vá embora, ou melhor, ela pode ir embora após a transa, assim podemos dormir mais sossegados.

“O tesão que um bom fetiche proporciona – acredite – elimina qualquer sensação de nojo, repulsa, e até de dor (os sadistas que o digam). É o seu espírito e a sua mente compactuando com os tais ‘prazeres da carne’ e te dizendo que não tem nada de errado com seus fluidos, seu suor, suas caras, suas bocas. Então, ao invés de entrar em crise com aquele seu fetiche incomum, obedeça os seus desejos – eles sabem o que fazem.”

Não tenho dúvida que realizar um fetiche é uma ótima sensação. Mas hoje em dia as pessoas querem passar a imagem que luxuria pode ser saudável. Não é! Nunca é. Se você leu 50 Tons de Cinza e acha que aquilo é luxuria, você está muito enganado. Não existe contrato na luxuria, não existem limites na luxuria. A luxuria é um vício, e vai te destruindo aos poucos. Para ter uma ideia melhor, assistam ao filme “Shame”.

“Obedeça os seus desejos – eles sabem o que fazem”. Não! Eles não sabem o que fazem, são irracionais. Tome cuidado com seus desejos, coloque limites para não se perder. Prefiro a ideia do filósofo Epicuro: “A chave da felicidade é controlar os seus medos e seus desejos”. Tente controlar os seus desejos, e não os obedeça sempre, pois irão te consumir e te deixarão sem prazer. Este é o âmago da questão: o prazer só é prazer porque é raro. Raro no sentido de que não sentimos prazer vinte e quatro horas por dia, por isso se chama prazer. E essas “menininhas” que escrevem estes textos para uma grande massa, deviam estudar mais filosofia, e deviam conhecer mais a si mesmas antes de falar bobagens sobre o que não sabem, resumindo: deviam crescer e se tornarem mulheres.

Elas querem tanto que o sexo seja o mais livre possível, o mais libertador, o mais escancarado, que no fim, todos broxamos de tão ridículo e previsível que o sexo se torna… Esta esquerda fajuta e hipócrita idealiza o ser humano como uma máquina perfeita, este é o problema, somos feitos de defeitos, pois o que nos humaniza é o fracasso.

Publicado por Guilherme Angra

É escritor e psicanalista. Publicou seu primeiro livro em março de 2018, Quando a Vida Vale a Pena: Reflexões sobre o Amor e Outras Doenças. Depois disso, publicou seu primeiro romance em fevereiro de 2020, o Depois de Nós. Escreve textos semanais em suas redes sociais desde 2018. Em 2021 iniciou seu maior projeto até então, o Querido Sobrevivente, que tem como objetivo ajudar as pessoas a construírem uma vida com substância. Faz postagens regularmente em suas redes sociais trazendo reflexões da vida como ela é, e oferece atendimento psicoterapêutico de forma online e presencial.

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